Nesta quarta-feira, 31, o Senado Federal votou pela deposição da ex-presidente #Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT). No entanto, em manobra polêmica, os Senadores solicitaram para que o presidente da sessão, Ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (#STF), votasse a inabilitação da petista no  campo eleitoral e público em separado. O resultado foi a primeira derrota do presidente Michel Temer, do PMDB. Rousseff continua podendo ocupar qualquer cargo público e até se candidatar novamente. A situação gerou críticas, já que o texto da Constituição deixa claro que uma cosia leva a outra.

Revoltado com a manobra permitida por Ricardo Lewandowski, o colunista político Alexandre Garcia deixou claro que os políticos rasgaram a constituição com o apoio da mais alta corte do país.

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Ele ironizou Ricardo Lewandowski, contando que quando era do tempo de escola, costumava tirar 100, a nota máxima, em interpretação de texto, mas que agora deve ter desaprendido a ler. Em seguida, ele lembrou como a decisão pode ser péssima para outros casos, como o do deputado federal Eduardo Cunha, do PMDB. É provável que o pleito dele também seja separado. Assim como Dilma, ele teria como ficar elegível.

Isso significa que daqui a cerca de dois anos Eduardo poderia se candidatar em uma Eleição e voltar a ser deputado, desde que ganha, e não só, como também podendo ocupar qualquer cargo público, como um Ministério ou uma Secretaria de estado. Estes cargos também dão foro privilegiado. No caso do Ministério, quem julga qualquer ação é o Supremo, já cargos de Secretaria nos estados brasileiros tem o foro do STJ, o Superior Tribunal de Justiça. 

Alexandre Garcia ainda deu a dica para a população, dizendo que seria muito bom que todos realmente tivessem condições de ler e entender a constituição.

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Dessa forma, a cobrança para que as leis fossem seguidas seria maior.

Veja abaixo a irritação do colunista político com o fato do STF ter autorizado que a votação do impeachment fosse separada: