Durante manifestação na Avenida Paulista, em 18 de março deste ano, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, disse algumas palavras um pouco "pesadas" contra o juiz federal Sérgio Moro. Freitas falou para militantes do PT: "Nós vamos nos livrar de Moro".  No palanque estavam juntos com o sindicalista, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o prefeito de São Paulo Fernando Haddad.

A Procuradoria apurou os fatos, porém arquivou o processo dizendo que a fala do sindicalista foi em meio à paixão política e não caracterizou ameaça a Moro. 

O juiz Ali Mazloum, da 7° Vara Criminal Federal e colega de Sérgio Moro, não concordou com a Procuradoria e pediu que fosse indeferido o arquivamento da decisão do Ministério Público Federal (MPF).

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Diante disso, o juiz Mazloum mandou o caso para a Procuradoria-Geral da República fazer análise. De acordo com o juiz, as palavras ditas por Freitas eram uma tentativa de intimidar Sérgio Moro. "Trata-se de um crime formal", disse o juiz. Ainda segundo o juiz, as palavras foram propagadas para várias pessoas, pois a CUT é a maior entidade de representação sindical no Brasil.

Revolta do líder da CUT

O líder da CUT se revoltou com Moro, devido as investigações da Operação Lava Jato estarem avançando muito rápido e a imagem do ex-presidente #Lula sendo "distorcida" pela imprensa. Naqueles dias, Lula foi alvo da Operação Aletheia, onde foram pegos "grampos" de conversas do ex-presidente com a ex-presidente Dilma Rousseff, com outros políticos e com o próprio presidente da entidade.

Vagner Freitas gritou no palanque e disse que Moro "grampeou" o Brasil.

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Tudo foi filmado e divulgado no "Youtube", o que motivou a abertura de um processo criminal.

Segundo a Procuradoria, como Moro não representou contra o líder da CUT, não haveria necessidade de supostas investigações. Porém o juiz de São Paulo pensa diferente do MPF.

Defesa

O presidente da CUT disse que seus advogados já estão cuidando do caso e que não iria comentar , no momento, as decisões do juiz Ali Mazloum. #Justiça #Sergio Moro