O aliado de Temer, Geraldo Alckmin, fez uma declaração bastante polêmica na manhã do dia 8 de setembro. Após os protestos no dia da Independência contra o ##Governo do PMDB-#PSDB, ele afirmou ao portal G1 que "no mundo inteiro, manifestação pede autorização".

Alckmin não está errado em fazer essa afirmação, entretanto, à época em que esteve na oposição das gestões petistas, em nenhum momento o tucano 'manifestou' opinião a respeito dos protestos anti-Dilma que tomavam as ruas pedindo o impeachment da ex-presidente.

Nesta quinta feira (08 de setembro), haverá mais um ato de protesto contra o governo Temer e, o governador de São Paulo (Alckmin), já declarou que os líderes do movimento, o Ministério Público e representantes do governo estadual se reunirão no período da manhã para abordarem o que chamou de 'roteiro' do movimento.

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Embora Alckmin esteja correto quanto à afirmativa que fez, a Constituição brasileira é uma das mais 'modernas' do mundo. Fato esse que prevê graus de liberdade maiores para quem quer usufruir do direito à livre manifestação. À época de Martin Luther King, por exemplo, boa parte dos protestos eram sabotados ou 'não autorizados' pelos próprios governantes que seriam os alvos dos protestos.

Alckmin afirmou que a reunião que ocorrerá com os líderes das manifestações que tomarão as ruas hoje, será apenas para que o protesto não termine no Largo da Batata (pedido da PM), a fim de que não chegue até a estação de metrô. O governador afirmou que a Polícia Militar não tem realizado o que chamou de 'prisões ilegais', mas disse que, embora São Paulo seja "um estado democrático", onde as manifestações são permitidas, existem os "vândalos infiltrados que comparecem para tumultuar, destruir lojas e bancos e queimar os carros de quem nada tem a ver com isso".

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Temer seguirá encontrando muita resistência contra seu governo, após o ato que protestará contra a legitimidade do presidente hoje (08/09), às 17h, na Avenida Paulista, já há outro marcado para o próximo domingo. #Protestos no Brasil