A Senadora Rose de Freitas, do PMDB, está tentando uma reconciliação com seus eleitores. A peemedebista, que faz parte da liderança do presidente Michel Temer no Congresso Nacional, deu uma entrevista nesta sexta-feira, 03, ao blog político 'O Antagonista', na qual pede desculpas ao povo brasileiro. Ela diz que está "muitíssimo arrependida" de no dia 31 de agosto, durante a votação do #Impeachment, ter votado contra a perda dos direitos políticos da ex-presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT). Na primeira parte da votação, ela concordou que Dilma deveria ser deposta. Ao todo, foram 61 de 81 votos pela deposição. O mínimo para a cassação eram 54 votos. 

De acordo com Rose, apesar de ter votação pelo impedimento, na segunda parte da votação, ela pensou na pessoa de Dilma, acreditando que essa teria o direito de trabalhar.

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Ela cita que naquele momento pensou no livre-arbítrio e que ficou confusa com o fato do pleito ter sido desmembrado. Mesmo acreditando que Rousseff possa ter o direito de continuar a viver, Freitas se disse muito arrependida. "Se eu pudesse voltar atrás, eu voltaria. O Senado fez um gesto de generosidade com ela. E o que ela fez?", argumentou a líder do governo de Michel Temer. 

A congressista então lembrou que mesmo tendo os direitos preservados, Dilma logo depois da deposição fez um discurso raivoso e recheado de ofensas. Ela ainda citou o fato da ex-presidente ter usado vermelho em seu primeiro discurso após a cassação, simbolizando a legenda que a elegeu e o espaço escolhido, a residência oficial do chefe do poder no Brasil, o Palácio do Alvorada. Para a Congressista, a postura da companheira do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é condizendo com alguém que teria recebido, nas palavras de Rose, um "indulto" do Senado para focar em sua vida pessoal

"Eu estava em dúvida.

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Sou constituinte e nunca vi aquilo", disse a Senadora. Por conta do ineditismo da questão, já há pelo menos cinco ações pedindo que a segunda parte da votação seja cancelada.  #PT