Após o processo de impeachment da presidente Dilma Rouseff (PT) culminar em sua deposição, quem está na mira do Congresso Nacional é o deputado federal #Eduardo Cunha (PMDB), que "desapareceu", segundo funcionários da #Câmara dos Deputados que tentaram telefonemas para ele. Desde a data de seu afastamento o parlamentar se ausentou para se preparar para o encontro definitivo com a justiça, mas parece estar não querendo dar as caras.

Foram inúmeras tentativas tentando localizar o deputado, mas sem sucesso. Por isso a Câmara decidiu tomar uma atitude emergencial para que ele ficasse sabendo da data se seu julgamento. A casa legislativa decidiu publicar no Diário Oficial da União de amanhã, quinta-feira, dia 8 de setembro, uma convocação à Cunha para comparecer a seu julgamento no processo de cassação de seu mandato.

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O parlamentar será julgado na próxima segunda-feira, dia 12 de setembro. De acordo com os servidores da Câmara, foram feitas três ligações para três endereços diferentes em que o deputado informou que poderia ser encontrado. Até mesmo foi necessária a ida de um funcionário ao local para entregar o documento que informa sobre a data de seu julgamento, mas em nenhum deles Cunha se encontrava. A ausência e o silêncio de Cunha preocuparam os servidores e deputados da Câmara, que decidiram pôr no Diário Oficial da notificação, assim informando a todo o #Brasil também.

Desencontros e contradições

Por sorte, o problema foi solucionado e o deputado não estava desaparecido. Procurado pelo jornal O Globo, Cunha disse que ninguém o procurou nos locais em que estava e, além disso, ninguém ligou para ele, ao contrário do que informaram os servidores da Câmara. Tentando justificar o desencontro, Eduardo Cunha falou que o que pode ter acontecido é ele estar no Rio de Janeiro quando ligaram para Brasília ou até mesmo em São Paulo quando o procuraram no Rio.

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Rasteira na Justiça

O julgamento de Cunha pode levar à sua não-cassação, segundo seus aliados, que estão apostando em estratégias para mantê-lo no poder. Uma das táticas será esvaziar a sessão para não ter o quórum mínimo. Se ele for mesmo punido por crimes dos quais é acusado, como desvio de dinheiro, irão tentar trocar a perda do mandato por suspensão temporária de 90 dias.