O ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, é questionado por "ajudar" Dilma Rousseff a manter seus direitos políticos. Tudo começou diante de uma conversa que envolveu, Lewandowski, alguns senadores e o presidente do Senado Renan Calheiros. Foi no dia 17 de agosto esse encontro e o assunto visava dividir o quesito de julgamento da ex-presidente Dilma. O senador Lindberh Farias (PT-RJ) pediu para o ministro separar o julgamento, colocando de um lado os crimes que Dilma foi acusada de responsabilidade fiscal e do outro lado a inabilitação dos diretos políticos da ex-presidente. Lewandowski afirmou que aquilo não seria possível pois a Constituição reúne os dois temas em um só.

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Cinco dias depois, a senadora Kátia Abreu procurou o presidente do #STF e pediu para que ele avaliasse essa "fatia". Nesse momento, Lewandowski conversou com seus assessores e pediu para ver a possibilidade disso acontecer.

Estratégia

A estratégia petista foi comentar o requerimento apenas no dia da votação, para que não houvesse tempo de outros senadores contestarem as decisões tomadas.

Através dessas informações, pode se concluir que o ministro já tinha planejado "deturpar" a Constituição. Foi uma conduta "pensada" para livrar Dilma de perder o direitos das funções públicas. Renan Calheiros estava envolvido também nesta situação.

Artigo da Constituição

Porém, algo interessante foi colocado em questão. O mesmo parágrafo único, do artigo 52 da Constituição, que Lewandowski se utilizou para "salvar" Dilma, fala precisamente que se um ministro do Supremo vier a agir de modo incompatível com a honra e decoro de suas funções, ele poder ser alvo de um processo de impeachment.

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Outro dado interessante é que Renan Calheiros cochichou ao ministro dizendo que ele poderia separar e fatiar o julgamento, mas não como magistrado do STF e sim como presidente da sessão no Plenário.

Alguns ministros da Corte já discordaram das ações tomadas por Lewandowski, pois isso abre espaço para que outros políticos se baseiem nesse artigo da Constituição, mal conduzido pelo presidente do STF, para se livrarem de suas penas. #RicardoLewandowski #Senado Federal