Um debate entre candidatos ao cargo de prefeito serve para discutir as propostas de cada um, suas alianças e seu histórico. A menos que o debate seja realizado entre os candidatos a prefeito do Rio de Janeiro, e que neste debate esteja presente a família Bolsonaro. No debate entre os candidatos ao cargo executivo da capital carioca, realizado neste domingo, 25, pela TV Record, o que mais chamou a atenção da plateia não foi o que aconteceu na frente das câmeras, mas sim o que se passou no intervalo. O pai do candidato Flávio Bolsonaro (PSC), o polêmico #Jair Bolsonaro (PSC), decidiu "tomar as dores" do filho e, de forma nada republicana, partiu pra cima de um dos adversários do seu pimpolho, o Alessandro Molon (Rede).

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O que se seguiu foi um festival de ameaças e agressões. 

Com dedo em riste, apontando para o rosto de Molon, Bolsonaro disparou: "você é um merda, um bosta, cuzão. Não bato em você porque se apaixona (sic) por mim", disse, para a surpresa de todos. Molon não reagiu, se limitando a dizer que não tinha medo de Bolsonaros. De acordo com os presentes, a reação tranquila de Molon evitou que os políticos transformassem o debate em um UFC.

Entenda o caso

O motivo da agressão de Jair Bolsonaro foi um comentário que Alessandro Molon fez durante o debate, ainda no primeiro bloco do programa. Na ocasião Molon acusou Jair Bolsonaro de cometer crimes ambientais. Flávio ficou sem argumentos e,na réplica, optou por usar frases de efeito. "Você é o verdadeiro candidato melancia. Verde por fora e vermelho por dentro.

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Você saiu do PT, mas o PT nunca saiu de dentro de você", disse. A resposta alegórica do filho não foi suficiente para acalmar Jair Bolsonaro, que aguardou até o intervalo comercial para tirar satisfações de Alessandro Molon. 

Alessandro, por sua vez, usou as redes sociais para denunciar o assédio. "Quem não consegue debater, tenta ganhar no grito, insultando e agredindo. Para encobrir a falta de argumentos, recorre sempre a ameaças e violência. Nada surpreendente para quem homenageia torturador. É assim que eles operam. Desprezível. Disse ontem ao Bolsonaro e repito: não tenho medo de quem rosna e não brinco com a democracia", afirma.  #Eleições 2016