O ministro das Relações Exteriores, José Serra, disse não ter percebido que alguns presidentes tivessem boicotado o discurso do presidente do Brasil, Michel Temer. Serra estava sentado na primeira fila e não deu conta que os presidentes protestaram saindo de seus lugares. 

Os presidentes da Venezuela (Nícolas Maduro), do Equador (Rafael Correa), da Nicarágua (Daniel Ortega) e da Costa Rica (Luis Guilhermo Solís) saíram da Assembleia da ONU no momento em que Temer estava falando. Foi uma forma de protesto, pois esses países não concordaram com a cassação do mandato da ex-presidente Dilma Rousseff. O presidente de Cuba (Raúl Castro) e da Bolívia (Evo Morales) sequer entraram no plenário enquanto Temer discursava.

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Insignificante

José Serra comentou o episódio dizendo ser de pouca importância e com o impacto internacional "próximo de zero". Segundo o ministro, a ONU possui 200 países, e apenas um percentual baixíssimo protestou. "Não soma um número significativo", disse Serra.  

De acordo com o ministro, essa atitude já era esperada, pois alguns países ainda não compreenderam que todo o processo de cassação da ex-presidente Dilma Rousseff, foi feito dentro da lei, obedecendo a Constituição Brasileira. O único país que deixou o ministro surpreso foi a Costa Rica. Ele não esperava essa posição da Costa Rica. Serra comentou que irá analisar a nota do Ministério das Relações Exteriores desse país, para saber o motivo de ter agido assim.

Agenda de Serra

Serra se encontrará com chefes de alguns países, ainda nesta terça (20).

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Os países são Emirados Árabes, Guiana, Líbano e Reino Unido. Na reunião será discutido uma integração comercial do Mercosul com esses países. Depois, o ministro se reunirá com os parceiros do G4, que tem a Alemanha, Japão, Índia, além do Brasil. Será pedido uma alteração na metodologia do Conselho de Segurança da ONU, que ainda está ligada à Segunda Guerra Mundial.

Brasil e Estados Unidos não tiveram muito contato na Assembleia da ONU, mas o motivo segundo Serra, é a agenda lotada de cada um, que não possibilitou uma conversa entre eles. #JoséSerra #Governo #Michel Temer