Quando Dilma Rousseff foi afastada do cargo e seu impeachment começou a ser analisado, o mundo olhou para o #Brasil com preocupação e aqui na América do Sul tivemos alguns países que passaram a considerar a atitude como um golpe. A posse definitiva de Michel Temer mostrou que não tinha mais volta para a petista e todos os países tiveram que tomar uma posição, afinal por aqui a situação havia se definido e querendo ou não, o país tinha um novo presidente.

Pelo menos três países na América do Sul foram contra o impeachment de Dilma e avisaram que tomariam medidas duras, mas agora a conversa mudou e o governo boliviano foi o primeiro a mostrar que agora já tem uma posição diferente em relação ao novo presidente.

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David Choqueuanca fez questão de esclarecer o fato de ter convocado José Kinn, embaixador aqui no Brasil e até avisou que não tem a menor intenção de mantê-lo afastado do país definitivamente, como foi o caso da Venezuela. Choqueuanca explicou que a convocação do embaixador foi meramente para saber como andam as coisas por aqui e que em breve ele já estará de volta.

Não é difícil entender essa repentina mudança de posição do governo boliviano, já que teremos em breve o início das negociações a respeito do gás que aquele país vende para o Brasil e que lhe rende uma boa quantia em dinheiro. Em 2019 o acordo está vencendo e desde já as partes interessadas já começam as negociações e o interesse maior é por parte da Bolívia que tem um grande desejo de modificar alguns termos no contrato para obter maiores benefícios.

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Não há nenhum interesse por parte da Bolívia, em criar um impasse com o Brasil e deixar o clima tenso nas relações com Brasília. Até Guilhermo Achá, que é o presidente da Yacimientos Petrolíferos Fiscales, já avisou que as questões políticas não trazem nenhum desentendimento para as relações comerciais dos países, já assinalando que o clima é de paz.

Tanto o Brasil precisa do gás boliviano para abastecer o mercado, como a Bolívia precisa do dinheiro brasileiro, já que o produto é um dos principais itens de exportação e eles não podem perder essa super renda.

O Uruguai também já voltou atrás e o chanceler Rodolfo Nin Novoa avisou que seu país reconhece o governo de Michel Temer. O presidente Tabaré Vázquez até já marcou uma reunião com #Michel Temer, que deverá acontecer ainda em setembro. #Crise-de-governo