Terminou, na madrugada deste sábado, 10, o debate para a prefeitura do Rio de Janeiro transmitido em parceria entre a RedeTV!, o UOL e a Veja. Os candidatos falaram durante mais de duas horas e alguns preferiram bater no nome indicado pelo atual prefeito, Eduardo Paes. Pedro Paulo (PMDB) recebeu alusões como agressor de mulheres. No passado, a ex-esposa do candidato o acusou de bater nela. No entanto, Pedro Paulo fala apenas em "briga doméstica" e entrou com uma ação proibindo que os rivais citem que ele teria batido na então mulher. Jandira Feghalli, do Partido Comunista, preferiu nacionalizar o debate, citando inúmeras vezes o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT).

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Impeachment e 'Bolsa Larica'

Jandira chegou a chamar o candidato com mais votos nas pesquisas eleitorais, Crivella, de Judas, por ele não ter defendido Dilma durante o processo de deposição. Um dos momentos mais polêmicos, no entanto, envolveu Marcelo Freixo (PSOL) e Flávio Bolsonaro (PSC). Eles protagonizaram uma discussão a respeito da questão das drogas. Ao falar da maconha, o filho do deputado federal Jair Bolsonaro ironizou o rival, dizendo que esse queria criar o "Bolsa Larica", fazendo uma alusão ao programa social 'Bolsa Família', que ajuda mensalmente com uma quantia em dinheiro famílias que têm filhos matriculados em escolas públicas e que são consideradas de baixa renda. 

Bate-boca e citação a Jair Bolsonaro

Freixo não gostou das insinuações e começou um bate-boca com o opositor.

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Marcelo contou que pretende discutir o assunto, mas que esse não era o papel de uma prefeitura, mas sim um debate a nível nacional. O candidato socialista argumentou que a atual política antidrogas não consegue deter o vício, dizendo que quem procura a droga acaba encontrando, sejam estas drogas lícitas ou ilícitas. Para o homem que tenta conseguir ser prefeito do Rio de Janeiro e aparece em segundo lugar na pesquisa do Datafolha (empatado com outros nomes), o vício é um problema de saúde pública, que deve ser encarado sem hipocrisia eleitoreira. Ele ainda disse que o problema do rival não era a droga, mas sim o pai dele.  #Eleições 2016