Após uma reviravolta na escolha dos candidatos a prefeito de Barueri, de opositores que se tornaram apoiadores de uma hora para outra e uma revogação da inelegibilidade do candidato Rubens Furlan, a declaração de valores investidos nas campanhas eleitorais surpreenderam muito munícipe.

Em declaração oficial ao Tribunal Superior Eleitoral e disponível para acesso de todos os eleitores, o candidato à prefeitura, Rubens Furlan (#PSDB), doou R$1 milhão do próprio bolso para sua campanha. Seu vice, o político José Roberto Piteri (PPS), doou R$200 mil.

A decisão dos candidatos surgiu após a mudança na legislação em vigor, que proíbe empresas de fazerem doações para campanhas políticas, bem como restringe as formas de publicidade das mesmas.

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Segundo o candidato disse ao Estadão, ele e Piteri escolheram “apertar” suas próprias economias em virtude da dificuldade das pessoas em doarem para as campanhas. Além disso, o político alega que está economizando no possível em suas divulgações. Furlan conta que tem pago “barato” em placas de 1,5 metro e que, conforme a nova normativa legal, não é mais possível os gastos maiores com outdoors.

Ele também afirma que tem menos pessoal nas ruas em comparação com sua campanha #Política de 2008 e que tem economizado com gasolina, refeição e pagamento de pessoas envolvidas na campanha, como panfleteiros. Rubens Furlan acredita que a mudança na lei fez com que “acabasse” o costume de empresas pedirem algo em troca de apoio financeiro.

Furlan já foi prefeito de Barueri quatro vezes. A última vez foi de 2008 a 2012.

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Na última eleição, apoiou seu ex-vice prefeito, Carlos Zicardi, que perdeu a eleição logo em primeiro turno com mais de 55% de rejeição dos munícipes. Em 2012, o prefeito eleito foi Gil Arantes do Democratas.

Gil Arantes decidiu não disputar a reeleição em 2016 por motivo de saúde e anunciou aos munícipes que iria se aposentar da vida política. Seus antigos aliados então passaram a apoiar Furlan, devido a coligação Novo Tempo, que conta com 23 partidos políticos, dentre eles o Democratas.

Rubens foi condenado por abuso de poder político e econômico em 6 de agosto do ano passado, o que resultou em sua inelegibilidade por 8 anos mais pagamento de R$75 mil de multa. Em outubro de 2015 um recurso foi negado e o político continuou inelegível. Em junho de 2016, o ministro Henrique Neves da Silva, do TSE, revogou a decisão de inelegibilidade, o liberando para concorrer na atual eleição municipal. #Eleições