Na reta final das #Eleições, um candidato a vereador de Pernambuco, acabou colocando toda a campanha a perder. O candidato desapareceu na última segunda-feira, 26, deixando familiares, amigos e o partido apreensivos com o seu paradeiro, entretanto, e segundo a polícia civil, ele admitiu que tudo foi uma farsa.

O desaparecimento

A família do político fez um Boletim de Ocorrência sobre o desaparecimento de Márcio Fontes, na última segunda-feira, 26, e logo o assunto repercutiu nos meios de comunicação. O PSDB, partido do candidato, fez um apelo para que o caso fosse solucionado e pediu que houvesse reforço policial na cidade no dia das eleições, com receio de que houvesse algum transtorno que arriscasse a segurança dos eleitores e dos candidatos.

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Dois dias depois, Márcio foi encontrado em um posto de gasolina com as mãos amarradas. A polícia foi acionada e ele foi para uma delegacia. Segundo os policiais, ele teria admitido que fingiu ter sido sequestrado por medo de inúmeras ameaças que estava recebendo. Não houve maiores informações sobre o depoimento de Fontes ou de sua motivação para o desaparecimento. Pessoas próximas, entretanto, estranharam as duas versões: a do sequestro de dois dias com aparecimento no posto e da mentira por ameaça. Há quem acredite que existe outra explicação para o caso, o que repercutiu na mídia local.

Já o #PSDB, emitiu uma nota alegando que irá expulsar o candidato do partido, independentemente do mesmo ganhar ou perder a eleição. A sigla também informou que o pedido de segurança para o dia das eleições não era exclusivo pelo suposto desaparecimento de Fontes, mas sim pelo fato de ter acontecido transtornos em eleições anteriores, entretanto, não entrou em detalhes sobre o assunto.

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Márcio deve ser indiciado nos próximos dias por falsa comunicação de crime, entretanto, quem fez o Boletim de Ocorrência pelo desaparecimento foi sua família e o político, legalmente, só responde por esse crime se tiver alegado, comprovadamente, para as autoridades policiais que foi sequestrado. O fato de amarrar as mãos, fingir que tinha reaparecido e dizer a suposta verdade na delegacia, não configura falsa comunicação de crime, entretanto, a polícia não divulgou o boletim de ocorrência ou qualquer informação oficial que ateste a legitimidade para possível indiciamento. Por enquanto, e até que outros fatos sejam comprovados, ele estava apenas desaparecido. #Eleições 2016