A presidente do Supremo Tribunal Federal (#STF), ministra Cármen Lúcia, enfrentou uma série de críticas recentemente, através de menção ao termo "autismo", ao comentar sobre a Operação Lava Jato, em se tratando das decisões de ministros da mais alta Corte do país. Cármen Lúcia assumiu a presidência do Supremo Tribunal Federal recentemente, em 12 de setembro, substituindo o ministro Ricardo Lewandowski no comando da Corte.

Frase 'infeliz'

A ministra Cármen Lúcia ao conceder entrevista a um canal de notícias da TV fechada, ao comentar os processos que fazem parte da Operação #Lava Jato, da Polícia Federal, acabou fazendo  uma comparação que repercutiu muito mal nas redes sociais, inclusive, alavancando uma série de críticas nas redes sociais e até reações da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

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A ministra havia dito, em entrevista à jornalista Renata Lo Prete, do canal Globo News, que o julgamento dos casos referentes aos processos da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, não seriam julgados por "ministros autistas", numa referência aos magistrados do STF, que geralmente, enfrentam críticas pela lentidão  no julgamento de processos. Cármen Lúcia salientou, entretanto, que a Corte teria o mesmo empenho apresentado no julgamento do processo do chamado "Mensalão", em alusão às denúncias de compra de apoio parlamentar no Congresso Nacional, durante a gestão do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. 

Pedido de desculpas

Neste sábado (17), Cármen Lúcia, divulgou uma nota que pede desculpas pelo ocorrido e que jamais teve a intenção de ofender ou apresentar qualquer tipo de discriminação, em se tratando do termo utilizado "autismo".

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Na mesma entrevista concedida, a magistrada também suscitou polêmica ao criticar o aumento dos rendimentos e salários de ministros do Supremo, ao afirmar que poderia rever o envio da proposta encaminhada ao Congresso Nacional. O lobby para aumento de salários do STF, é objetivo expressado pelo ex-presidente da Corte, ministro Ricardo Lewandowsk, que reagiu à entrevista de Lúcia, ao afirmar que não era "um ato isolado do presidente, mas sim, uma discussão que ocorreu entre todos os ministros em sessão administrativa", já que segundo a atual presidente da Corte, o intuito de aumentar salários dos magistrados era algo atribuído exclusivamente ao ministro Lewandowski.

#Corrupção