Um membro do Partido Trabalhista Brasileiro foi morto a tiros na quarta-feira, dia 28. José Gomes da Rocha era o candidato de seu partido à prefeitura de Itumbiara, uma pequena cidade do estado de Goiás.

Na quarta-feira, Rocha realizou um comício político na companhia do Vice-Governador do Estado, José Eliton. À frente nas pesquisas, com pouco mais de 50% das intenções de voto, "Zé" Gomes estava confiante em sua vitória no primeiro turno.

Gomes e Eliton foram ambos baleados por um homem que trabalhou no gabinete do prefeito. O candidato, um agente da polícia e o atirador morreram durante o tiroteio.

O episódio horrível não foi exceção neste ano de campanha política no Brasil.

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Desde agosto, quando a campanha foi formalmente iniciada, pelo menos 20 candidatos a prefeito foram mortos em todo o país. A informação foi revelada em um estudo realizado pelo Congresso em Foco, site especializado em política.

Os crimes aconteceram em todas as regiões brasileiras e foram predominantemente perpetrados com o uso de uma arma de fogo. Havia, no entanto, ainda mais episódios terríveis - em que uma chave de fenda foi utilizada como uma arma para matar um candidato.

Nem todos os crimes tiveram motivação política

A maioria deles estão relacionados a vinganças pessoais e rivalidades - como alguns candidatos que eram suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas ou organizações de milícias paramilitares. O que eles têm em comum é o fato de que a polícia simplesmente não consegue chegar aos autores.

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Não é exatamente uma novidade no Brasil, um país em que apenas 8% de todos os casos de assassinato resultam em uma acusação real. O Estado onde a maioria dos homicídios relacionados com as eleições teve lugar é o Rio de Janeiro, com 5 deles ocorridos nesta semana.

Não há dados oficiais para comparar com as eleições anteriores, mas é seguro dizer que, pelo menos desde que o Brasil se tornou uma democracia em 1985, nunca se viu muitos relatórios sobre os candidatos assassinados durante as suas campanhas.

Na quinta-feira, o presidente do Tribunal, Gilmar Mendes, solicitou que a Polícia Federal participe das investigações. As tropas foram mobilizados para 307 cidades em 14 estados considerados como lugares "críticos".

"Alguns dos candidatos e pré-candidatos que foram mortos em 2016 têm conexões com o #Crime organizado. É muito preocupante quando as organizações criminosas começam a participar do processo eleitoral ", afirma Mendes. #Casos de polícia #Morte