A ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff, foi cassada pelo Senado, na manhã da última quarta-feira (31), com 61 votos a favor do #Impeachment e 20 votos contra o processo. Acompanhe, a seguir, uma cronologia do processo de impeachment que durou nove meses. 

Outubro de 2014: a candidata do Partido dos Trabalhadores (PT), #Dilma Rousseff conquista a sua reeleição em um segundo turno disputado, derrotando seu oponente, o conservador Aécio Neves, que pertence ao Partido Social da Democracia Brasileira (PSDB). No entanto, com uma relativamente pequena vantagem de votos sobre o candidato concorrente, gerou contestações sobre o resultado da eleição no país. O Tribunal Eleitoral confirmou a vitória de Rousseff. 

Janeiro de 2015: Dilma Rousseff começou seu segundo mandato de quatro anos, fazendo concessões à oposição e delegando a função de Ministro da Fazenda para o economista conservador, Joaquim Levy.

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O novo ministro realizou cortes de despesa pública em uma tentativa de enfrentar os desafios fiscais e econômicos, para o desespero da base de poder de Dilma. 

Fevereiro de 2015Eduardo Cunha, líder do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e aliado do vice-presidente do Brasil, Michel Temer, foi eleito presidente da Câmara dos Deputados.  Maria das Graças Silva Foster, presidente da empresa estatal de petróleo brasileiro (Petrobras), renunciou depois das revelações de corrupção descobertas pela Operação Lava Jato, uma investigação generalizada envolvendo executivos de empresas e legisladores. 

Abril de 2015: o grupo político, Movimento Brasil Livre (MBL), elabora um pedido de impeachment contra Rousseff, submetendo o caso a Cunha, presidente da Câmara dos Deputados. 

Junho de 2015: o Tribunal de Contas da União (TCU), que possui o poder para auditar as declarações fiscais, pediu ao governo um prazo para explicar atrasos nos pagamentos aos bancos estaduais, o que foi chamado de "pedalada fiscal".

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Julho de 2015: um informante da Operação Lava Jato, acusou #Eduardo Cunha de receber milhões de reais em subornos da Petrobras. Cunha anunciou sua separação do governo.

Agosto de 2015: as Pesquisas de opinião mostraram que 71% dos entrevistados desaprovaram o governo de Dilma Rousseff, no momento em que a economia do Brasil estava entrando em uma recessão e que manifestações anti-governo ressurgiam.

Setembro de 2015: o governo declarou perante ao TCU, que não houve violação da Lei de Responsabilidade Fiscal do Brasil .

4 de março de 2016: o ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), mentor de Dilma Rousseff, foi levado sob custódia da polícia para interrogatório sobre o caso Petrobras. 

17 de março de 2016: a Câmara dos Deputados formalizou uma comissão especial para analisar o processo de impeachment.

22 de março de 2016: Dilma  Rousseff afirmou que o processo de impeachment que estava em vigor era um "golpe de Estado" para tomar o poder. 

17 de abril de 2016: a Câmara dos Deputados aprovou o processo de impeachment e a proposta foi passada para o Senado. 

11 de maio de 2016: o Senado votou a favor da realização do processo de impeachment, e suspendeu a presidente por até 180 dias do cargo. O vice-presidente Temer assumiu a presidência de forma interina. 

9 de agosto: o relatório de Anastasia foi aprovado por uma votação de 59 para 21, no Senado, abrindo o caminho para o julgamento de impeachment. 

25 a 26 agosto: o processo de impeachment se iniciou e testemunhas a favor e contra de Dilma Rousseff foram ouvidas no Senado. 

29 de agosto: Dilma Rousseff foi questionada por senadores sob a acusação de violar as leis de orçamento. Dilma negou qualquer irregularidade. 

31 de agosto: os senadores votaram a favor do desligamento definitivo de Dilma Rousseff como presidente do Brasil e Michel Temer ocupa sua posição no governo, até 2018.

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