Como uma "pouca vergonha", assim definiu o presidente brasileiro #Michel Temer a decisão do Senado de não permitir o despedimento de Dilma Rousseff, como uma desqualificação obrigatória de seus direitos políticos por oito anos. Temer também afirmou que o Brasil "virou a página" da crise política e econômica.

Michel Temer assumiu a presidência de forma interina em maio, quando Dilma foi suspensa para enfrentar acusações de impeachment. Mas, mesmo com amplo apoio no Congresso turbulento, os primeiros resultados da ambiciosa agenda de Temer têm sido abaixo do esperado e desconcertantes para alguns que haviam expressado apoio à sua nova equipe econômica.

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Temer reconheceu a recessão do país e crise de desemprego como profundas, indicando as medidas de austeridade futuras para conquistar a confiança dos brasileiros. "O nosso lema é gastar apenas o dinheiro que recolhemos", disse ele. “Meu único interesse e que eu considero como uma questão de honra é entregar ao meu sucessor um país que está reconciliado, pacificado e em um ritmo de crescimento”, acrescentou. A declaração do presidente foi ao ar na TV e rádio na última quarta feira (31), antes de ele embarcar para a China, para se reunir com líderes empresariais da cúpula do G20, para atrair novos investimentos no Brasil.

"Por mais de 34 anos que estive na vida pública eu sei que consistentemente este tipo de pequenos embaraços rapidamente se superaram" disse Temer aos repórteres de uma cúpula de negócios em Xangai, depois de chegar à China no mesmo dia para participar da reunião dos líderes do G-20 em Hangzhou, o primeiro evento abrangente e oficial após a demissão de Rousseff do cargo de Presidente do Brasil.

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Durante sua visita na China, ele também falou sobre as mudanças do Brasil. "Sofremos com a política, crise econômica e recessão, mas já estamos virando esta página", disse Temer aos repórteres após uma parada rápida em Xangai. "A China é uma importante parceria, cuja cooperação é a mais crucial para o Brasil neste momento. Para construir a confiança no Brasil, precisamos de apoio da China”, avançou.

O país sul-americano assinou, na última sexta-feira (2), nove acordos comerciais com a China, em setores como a agricultura, aviação e logística, incluindo um projeto na área de siderurgia no valor de US$ 3 bilhões, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil.  #Dilma Rousseff #Crise no Brasil