O juiz federal Sérgio Moro teve um encontro nesta terça-feira, 13, com um dos investigados mais graúdos da Lava-Jato. Ele enfim ouviu o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro. Durante a conversa com o homem que ganhou o título de uma das 100 personalidades mais influentes do mundo, o empresário contou como o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (#PT), atuava para tentar abafar as investigações sobre a Petrobras. Até ministros ele citou. Outra manobra revelada por Léo Pinheiro envolve como um ex-senador pediria propina e até a igreja católica é citada pelo delator. 

Segundo o ex-presidente da OAS, o ex-senador Gim Argello pedia doações para a Paróquia São Pedro, no Distrito Federal, como forma de de evitar a sua convocação na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras, em 2014.

Publicidade
Publicidade

Segundo uma reportagem publicada pelo site 'Diário do Poder', foi o próprio Léo Pinheiro quem pediu para falar tudo o que sabia a Sérgio Moro. Antes disso, ele chegou a se negar a depôr, alegando que não tinha ninguém a delatar. Condenado e abandonado, o empresário decidiu abrir o jogo e contou sua versão dos fatos para o juiz da Lava Jato, que gravou cada palavra que era dita. 

Gim Argello pediria doações me nome de Deus, mas ficaria com uma parte da propina, que seria devolvida pela própria igreja. Pelo menos um padre da paróquia citada participaria do esquema de lavagem de dinheiro. Pela legislação federal, instituições religiosas não precisam declarar imposto de renda de doações, o que facilitou a estocagem e uso do dinheiro ilícito. Por essa e por outras, aos poucos, a Justiça Eleitoral vai apertando o cerco contra políticos que levam o nome de Deus para conseguir votos. 

Documentos conseguidos pelos policiais federais mostram que a igreja católica teria recebido R$ 350 mil.

Publicidade

Também preso, Gim chegou a dar depoimento chorando a Sérgio Moro e negou que usou o nome de Deus em vão. Ele se diz inocente, mas as evidências contra o ex-senador da capital federal são fortes. #Impeachment