Fábio Medina Osório foi demitido nesta sexta-feira, 09, por telefone, pelo presidente do Brasil, Michel Temer, do PMDB. Ele era o Advogado-Geral da União, cargo agora que é ocupado por uma mulher, Grace Mendonça. Ao invés de agradecer ao peemedebista que confiou em seu trabalho nos últimos meses, Fábio criticou o político e fez revelações. Segundo o ex-AGU, o objetivo do governo de Temer é abafar a principal investigação do país, a Lava Jato. Ele argumenta que Michel não quer ter avanços nas medidas que são necessárias para fazer a apuração seguir em frente. Outro motivo que fez Fábio ser demitido, segundo ele, foi ter batido de frente com o Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. 

O Ministro, segundo uma reportagem publicada neste sábado, 10, pelo site da Revista Veja, seria uma espécie de padrinho político de Osório.

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Os dois se conheceram no Rio Grande do Sul, local onde o ex-AGU atuou como promotor de Justiça. Fábio é especializado justamente em leis que combatem a corrupção, já Padilha preferiu seguir em frente com o jogo político. O primeiro bate-boca entre os dois foi gerado por conta do pedido de ressarcimento das empreiteiras que fizeram negociatas irregulares com a principal estatal brasileira, a Petrobras. O pedido obrigava as empresas a devolverem o dinheiro usado para a corrupção aos cofres públicos. 

Segundo o ex-advogado-geral da União, ele solicitou inquéritos envolvendo políticos grandes. O objetivo, segundo ele, seria investigar as ações contra eles, especialmente as envolvendo a improbidade administrativa. A Polícia Federal colaborou e enviou uma lista enorme com catorze nomes, entre eles, o da Senadora petista, Gleisi Hoffmann, eleita pelo estado do Paraná.

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Dos catorze nomes, oito eram do Partido Progressista (PP), como é o de Roberto Teixeira.

No entanto, após ter acesso aos documentos, o jurista diz que precisou de um HD, mas que esse não chegou. Segundo o advogado, o #Governo queria evitar que os dados chegassem à AGU. “Me parece que o ministro Padilha fez uma intervenção junto a Grace Mendonça, que, de algum modo, compactuou com essa manobra", argumentou ele à Veja.  #Michel Temer