O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, fez uma grave denúncia contra outras categorias do Judiciário. O ministro disse que o reajuste para aumento de teto dos ministros do Supremo, num certo ponto, é bom para os juízes, porém o interesse está mais atiçado em outros setores. De acordo com Mendes, os ministros estão sendo "usados" como alavanca para resolver pretensões salariais de outras índoles.

"Outros pleitos estão pressionando os ministros para gratificações e vantagens, que nós mesmos não pedimos", disse Mendes.

O presidente do TSE comentou que é justo uma revisão da remuneração dos juízes, mas tem que existir atenção especial e redobrar a atenção nos supostos interesses que estão por trás desse reajuste.

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O ministro ressaltou que existem gratificações que estão irregulares. Por exemplo, "o salário-moradia se generalizou", falou Gilmar. Tem desembargador no Brasil que ganha R$ 100 mil, isso é um absurdo.

Gilmar explicou melhor como funciona os detalhes de remuneração. O efeito cascata do Judiciário acontece desta forma: com o aumento do salário de ministros da Corte Suprema, automaticamente aumenta o salário dos demais magistrados, pois é alterado o teto do funcionalismo público.

Contas públicas

O ministro Gilmar Mendes foi indagado sobre o possível impacto que o aumento no Judiciário causaria sobre as contas públicas. Ele disse que o responsável para analisar isso é o ministro da Fazenda Henrique Meirelles e o Doutor Jorge Rashid, secretário da Fazenda. Somente eles podem responder sobre o que isso tudo acarretará nas arrecadações.

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Esse comentário do ministro foi feito ao lado do secretário da Fazenda, Rashid, após eles firmarem parcerias para permitir a análise do acerto de conta de partidos, nas campanhas políticas, com a Receita.

Cármen Lúcia

A futura presidente do STF, Cármen Lúcia, que terá sua posse nesta segunda (12), disse que não concorda com esse aumento do Judiciário, ainda mais agora que o pais está em crise. Segundo a ministra, já existem muitas despesas do Poder Judiciário e o certo não era fazer mais e sim "enxugar" as que já tem. #STF #GilmarMendes #Justiça