Nesta quarta-feira (14), foi formalizada a denúncia contra o ex-presidente Luís Inácio #Lula da Silva, sua esposa Marisa Letícia, o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, o presidente do Instituto Lula Paulo Okamotto e outros 4 investigados. São acusados pela Operação Lava Jato de #Corrupção e lavagem de dinheiro.

Além de estar sendo considerado o grande chefe do Petrolão, também o apartamento triplex no Guarujá é objeto da denúncia, caso pelo qual a Polícia Federal já havia indiciado Lula, Marisa, Léo Pinheiro e um engenheiro da obra.

Relembre o caso

O Edifício Solaris, onde se localiza o triplex, foi construído pela Cooperativa Habitacional do Sindicato dos Bancários (Bancoop), cujo presidente era o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, preso em abril de 2015.

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O famoso apartamento foi comprado pela OAS, que empreitou uma reforma. Segundo as investigações, Lula e Marisa seriam os proprietários do imóvel e teriam recebido benefícios desta, que é uma das principais empresas envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras e que fazia parte do cartel das propinas e fraudes nas licitações.

Lula sempre negou ser dono do apartamento e chegou a declarar que não havia se interessado pela compra porque era muito pequeno: "É um triplex Minha Casa Minha Vida", disse ele, debochando do programa habitacional popular do próprio governo.

Na tentativa de explicar a questão da propriedade do triplex, Lula e Marisa Letícia contaram ter adquirido uma cota na construção do prédio, mas depois desistiram da compra.

O comandante máximo do esquema

O procurador federal Deltan Dallagnol, que coordena a força-tarefa da #Lava Jato, declarou que o Ministério Público Federal possui provas suficientes de que Lula era o "comandante máximo do esquema de corrupção identificado na Lava Jato".

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Somente em propinas o ex-presidente teria recebido quase quatro milhões de reais, mas o esquema como um todo envolve o montante de R$ 6,2 bilhões. Estima-se que o prejuízo causado à estatal passa dos 40 bilhões de reais.

O esquema, de acordo com o que foi apurado nas investigações, envolveu também outras estatais, dois ministérios e a Caixa Federal. O objetivo do que Dallagnol chamou de "propinocracia", era a perpetuação do PT no poder e só quem aceitasse participar poderia ter cargos na Petrobras.

A denúncia, que tem mais de 270 tópicos, acusa Lula de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.