A derrubada do governo de esquerda no Brasil, liderado pelo Partido dos Trabalhadores, o PT, está deixando em polvorosa todos os ditadores socialistas da América do Sul.

Depois de anunciar que não manteria mais nenhum tipo de relação com o governo de Michel Temer, após a aprovação final do impeachment de Dilma Rousseff, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, dá amostras de que vai agir para evitar que seja deposto do cargo de presidente de seu país como aconteceu com sua companheira brasileira.

A intenção do ditador venezuelano é extinguir a imunidade parlamentar de todos os deputados, sem exceção. Desta forma, Maduro poderá se beneficiar da prisão de seus principais opositores como, por exemplo, o deputado Henry Ramos Allup, presidente da Assembléia Nacional.

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Para justificar o decreto que pretende deliberar, o presidente da Venezuela aponta a tentativa de um golpe que a oposição teria planejado para tirá-lo do poder no último dia 1º de setembro e que não vingou após descoberta antecipada por Maduro e seus aliados.

Afirmando estar extremamente disposto em defender a paz de seu povo, a soberania e a pátria venezuelana, Maduro entende que a prisão de Allup e outros deputados de oposição ao seu governo é necessária sob a acusação de fascismo, incitação ao ódio e à violência.

No dia em que aconteceria o golpe que pretendia derrubar Nicolás Maduro da presidência da Venezuela, mais de um milhão de pessoas protestaram contra o governo nas ruas da capital, Caracas, em um movimento mobilizado pela oposição.

O país, mergulhado em uma grave crise econômica e social, entrou em "estado de exceção" decretado pelo Supremo Tribunal da Venezuela no início de 2016.

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A decisão pela decretação da situação oposta ao Estado de direito foi proposta pelo presidente Maduro que ignorou as contestações do Congresso venezuelano.

Um país em estado de exceção sofre restrições temporárias de direitos com a concentração de poderes sob regime autoritário. Em países de governos democráticos em que o poder é dividido, com aprovações de propostas de projetos de Lei dependentes de outorgamento de maiorias, a agilidade decisória acaba comprometida.

Enquanto a Venezuela estiver sob tal estado, Nicolás Maduro tem a permissão para legislar sem a necessidade do consentimento dos deputados eleitos pela coalização oposicionista MUD, no fim de 2015.

Os problemas no país vizinho começaram em 2014: escassez de produtos básicos, inflação e insegurança já faziam parte da realidade dos venezuelanos naquela época quando explodiram as violentas manifestações contrárias ao governo Maduro, que resultaram na morte de 42 pessoas.

Neste ano, a inflação no país atingiu a classificação de "maior do mundo" segundo dados do Fundo Monetário Internacional, o FMI.

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O Parlamento decretou "crise humanitária" com a falta de medicamentos em todo o território venezuelano e, a partir de então, racionamento de energia, aumento da criminalidade e longas filas nos supermercados passaram a fazer parte da vida dos moradores do país. #Dilma Rousseff #Crise-de-governo