A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveu recorrer nesta terça-feira (27) aos Ministros do Tribunal de Contas da União (TCU), requerendo que seja autorizado o procedimento de auditorias em todos os documentos e objetos reconhecidos como presentes de outros Chefes de Governo, que exerceram seus mandatos de Presidente da República antes de #Lula e Dilma.

Entenda o que ocorreu

Conforme publicação do site de notícias "Blasting News", evidenciou que em um cumprimento de diligência referente a 24ª fase da Operação Lava Jato, foram encontrados pelos agentes da Polícia Federal (PF) diversos objetos de valor considerável: bens relacionados a pratarias, adagas, moedas, obras de artes (pinturas); objetos preciosos como joias, inclusive, um crucifixo de propriedade do Planalto.

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Todos os itens estavam acomodados em um cofre do Banco do Brasil, em São Paulo, sob a titularidade do ex-presidente Lula.

Logo que o juiz federal que conduz a Operação Lava Jato, Sérgio Moro, tomou conhecimento dos fatos, imediatamente despachou determinando a intimação da Presidência da República na capital federal para prestar esclarecimentos da real procedência de todos os bens, os quais foram localizados e apreendidos em posse de Lula. Sugeriu ainda que fossem listados todos os objetos de natureza do patrimônio do petista.

Talvez seja por essa razão que o advogado do ex-presidente, Cristiano Zanin Martins, requereu em juízo a conferência de todos os objetos pertencentes à presidência da República em mandatos anteriores, pois, segundo ele, não é justo que o seu cliente responda sozinho pelas atitudes de outros ex-presidentes.

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A fiscalização, segundo Zanin, deve alcançar os haveres retirados do Planalto por Fernando Henrique Cardoso, Itamar Franco e Fernando Collor de Mello, revelou a publicação do jornal "Correio Brasiliense".

O Tribunal, no período em que realizou a auditoria, encontrou falhas em parte do procedimento de classificação dos bens e objetos que pertencem à União, entretanto, a inspeção ocorreu entre o período de 2003 a 2016, acobertando somente os mandatos dos Governos petistas.

Em função da certificação do TCU, foi determinada a conferência, incorporação e a classificação de todos os bens pertencentes ao acervo da Presidência da República. Significa dizer que os objetos que estão embargados em São Paulo, os quais estavam em poder do ex-presidente, serão recepcionados pelos conferentes da Presidência da República para a devida identificação. A quantidade reservada de itens supera 550 objetos vinculados ao ex-presidente Lula e 140 nominados a então ex-presidente Dilma Rousseff. Neste ínterim, estão proibidos de eventuais doações ou comercialização de qualquer peça.

  #Lava Jato #Corrupção