Destituída do cargo de presidente da República na última quarta-feira, #Dilma Rousseff criticou a jornalistas estrangeiros a forma como se deu a votação do impeachment. A comissão presidida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, decidiu fazer uma votação fatiada, separando em dois momentos a votação da perda do mandato e dos direitos políticos.

A petista acabou tendo cassado o seu mandato como presidente, mas manteve os direitos políticos. Em 1992, Fernando Collor - o outro presidente impedido na democracia brasileira - ficou inelegível por oito anos. Dilma considerou "estranhíssima" a maneira como se procedeu a votação no Senado Federal.

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"Estranhíssima. Podiam ter feito de qualquer forma. O mais grave é que me levaram à morte política ao me tirarem do cargo de presidente da República, certamente a maior pena que um brasileiro pode passar", criticou a ex-presidente, que voltou a se dizer inocente dentro do processo de #Impeachment.

Sobre o futuro, Dilma avaliou que, inicialmente, voltará a Porto Alegre, onde tem residência fixa. Nos próximos dias, ela deixará o Palácio da Alvorada, local que vinha ocupando desde que foi afastada do cargo em maio. Ela ainda planeja passar um tempo no Rio de Janeiro.