Afastada em definitivo da Presidência da República em decorrência de um processo de impeachment, a ex-presidente Dilma Rousseff, protocolou ontem por intermédio do seu advogado, José Eduardo Cardozo, a justificativa para a sua ausência. Argumentando que teve "dificuldade de transporte" cumprimentando e agradecendo a futura presidente da Suprema Corte, ministra Carmen Lúcia.

Também foram participar do evento os ex-presidentes José Sarney, Fernando Henrique e Luiz Inácio #Lula da Silva, além do atual presidente da República #Michel Temer, o qual evitou encontrar o líder petista que se acomodou na primeira fileira com cadeiras vermelhas da área especial.

Publicidade
Publicidade

Em meio a tantas autoridades, o ministro Celso de Mello foi eleito para discursar em nome da Corte. Foram palavras fortes contra a corrupção que repercutiram rapidamente pelas redes sociais. O ministro chamou atenção proferindo palavras de ordem: "Não roubar, não deixar roubar, pôr na cadeia quem roube", reavivando aos presentes o compromisso da moral pública e citando o ex-presidente da Câmara dos Deputados Ulysses Guimarães, quando em 1988 encerrou as atividades da Assembleia Constituinte que instituiu a Constituição Federal da República.

Após a felicitação dos convidados, Temer resolveu sair pela porta oposta de Lula, justamente para impedir o encontro que eventualmente não seria nada agradável baseado nos fatos que ocorreram nos últimos dias.

Logo com a saída da ex-presidente #Dilma Rousseff, ela concedeu uma última entrevista ainda na residência oficial do Palácio da Alvorada.

Publicidade

O discurso da petista permaneceu inalterado, ou seja, novamente, utilizou-se dos termos de traição ao aplicarem no país um golpe político em função do ex-parlamentar, que na época era presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, em aliança com o vice-presidente da república, Michel Temer, o qual assumiu em definitivo a presidência. 

Entenda o que se passa

O ex-presidente Lula é alvo de apurações no STF em que apura o crime de formação de quadrilha por meio de desdobramentos da Lava Jato; também foi denunciado na Comarca de Brasília pela tentativa de obstruir a mesma operação ao investir na compra do silêncio do ex-presidente da Petrobras, Nestor Cerveró; Lula ainda vem sendo investigado em Curitiba devido à acusações de ex-integrantes do próprio Partido dos Trabalhadores (PT), que delataram a participação do petista no esquema de corrupção ocorrido na Petrobras.

Com relação a Temer, também foi citado e acusado diante da operação Lava Jato, conforme revelações o peemedebista recebeu pagamentos referente a vantagens indevidas (propina) efetivados por meio de doação eleitoral no valor de R$ 10 milhões, entre os seus delatores está Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, empresa vinculada a Petrobras.