A verdade finalmente foi revelada. Pelo menos a verdade de #Eduardo Cunha. O ex-presidente da Câmara dos Deputados está negociando com diversas editoras brasileiras o lançamento de um livro que conta os bastidores do congresso nacional e tudo o que rolou "por baixo do pano" durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff. A revista Veja teve acesso a um trecho do livro em que Eduardo Cunha confessa que o impeachment de Dilma foi mesmo um "#Golpe". Em suas palavras, Cunha diz que o Brasil foi vítima de um "golpe parlamentar". O livro deve ser lançado em dezembro deste ano. Cunha pretende receber um milhão de reais pela publicação. 

A revelação faz parte da "vingança" de Eduardo Cunha contra aqueles que votaram a favor de sua cassação no dia 12 de setembro.

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Ao confirmar o discurso do PT de que o impeachment de Dilma foi golpe, Cunha pune o presidente Michel Temer, a quem acusa de ter lhe dado as costas durante o processo de cassação do seu mandato. Pouco antes de ser cassado, Cunha enviou um emissário ao Palácio do Planalto para ameaçar Temer: "isto não vai ficar assim", ameaçou, deixando de lado qualquer resquício de diplomacia. "O Michel não fez nada por mim", disse na Câmara dos Deputados, horas antes da cassação que o destituiu do cargo de deputado federal e o tornou inelegível por oito anos. 

Temer teme Cunha

O lançamento do livro está fazendo tremer os políticos de Brasília, especialmente o presidente #Michel Temer, que foi ameaçado. Temer acredita que Eduardo Cunha gravou uma conversa que os dois tiveram em julho. Na ocasião Cunha falou sobre "parcerias" entre os dois e sobre "coisas" que fizeram no passado.

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A forma com que a conversa estava sendo encaminhada por Cunha causou tanto estranhamento a Temer que o presidente expulsou Cunha de sua casa aos berros. 

Na ocasião da sua cassação, Cunha ainda enviou mensagens a deputados e ao próprio Michel Temer afirmando que contaria a todos a verdade sobre o "golpe" e que revelaria também que Michel Temer foi um dos líderes golpistas desde o início.