Eduardo Cunha é odiado por uns, amado por outros e admirado por muitos. Isso se deve ao fato de mesmo sendo investigado pela Polícia Federal, como grande parte dos parlamentares brasileiros, ele ainda consegue manter a calma e articular suas estratégias políticas.

Mesmo quem não gosta do político, admite que graças a ele, foi possível afastar o PT do poder no Brasil, uma vez que foi ele quem aceitou o pedido do impeachment. Não foi Cunha quem decidiu tirar Dilma do poder, mas se o pedido não tivesse sido deferido, os deputados e senadores que votaram a favor da saída da ex-presidente, não poderiam ter feito nada a respeito, logo, o próprio partido dos trabalhadores responsabiliza o ex-parlamentar pelo impeachment.

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Em entrevista desse final de semana, Cunha contou que irá revelar em um livro, todos os diálogos e ações das quais participou durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Sempre muito cuidadoso com o que fala, Cunha não quis dar detalhes, apenas disse que a obra será de natureza política e que “vocês vão tirar suas próprias conclusões”. O político também disse que não direcionará nenhuma conclusão ao livro, mas que deixará “registros históricos”.

Cunha também deixou claro que não pretende sair do PMDB e que não morreu para a vida política e pública, pois ainda há muita luta pela frente. No decorrer da entrevista, Eduardo falou da relação do PSDB com o governo Temer, ocasião em que disse que mesmo com o PSDB saindo como o derrotado nas últimas eleições, precisa deixar as ambições eleitorais de lado e apoiar o atual governo, e não querer destaque na base aliada, uma vez que lutou pelo impeachment e precisa liderar a luta para manter esse governo até a próxima eleição.

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Ao ser questionado sobre o governo de Michel Temer, Cunha disse que não sabia opinar sobre a continuidade do mesmo, pois existem forças que estão fora do controle do próprio presidente, como a possível cassação da chapa Dilma e Temer, bem como pode ocorrer a separação da mesma, de forma que Michel não seja atingido politicamente. O peemedebista também disse que existem outros fatores que podem influenciar na continuidade do governo, bem como a própria vontade de Temer, mas que não há como definir, opinar ou decidir nada agora, devido aos fatores externos que envolvem o assunto.

Abaixo você assiste a entrevista concedida por #Eduardo Cunha:

#Lava Jato #Câmara dos Deputados