Uma notícia bombástica agitou a madrugada dos brasileiros que estavam de plantão acompanhando o jogo político-ideológico que aconteceu esta segunda-feira na Câmara dos Deputados, em Brasília. Com 450 votos a 10, o deputado federal, #Eduardo Cunha (PMDB), perdeu o seu mandato por escolha da maioria absoluta de seus colegas. A cassação foi notícia em todos os veículos de comunicação do país e do mundo, que esperavam ansiosamente a conclusão do processo que julgou o ex-presidente da casa legislativa mais importante do Brasil. Cunha caiu após Dilma Rousseff (PT) deixar o poder e entregar a faixa presidencial para #Michel Temer, do mesmo partido que ele.

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O processo por quebra de decoro parlamentar, que iniciou as buscas em torno do nome do deputado federal, foi aberto há 11 meses e foi um dos mais longos da Câmara dos Deputados. Do total dos parlamentares, apenas 42 faltaram e 9 se abstiveram de dar sua opinião a respeito do futuro de Cunha.

A partir de hoje, Eduardo Cunha perde o foro privilegiado e poderá ser investigado pela Justiça Federal pelos crimes de lavagem de dinheiro e participação em esquemas ilícitos descobertos a partir da Operação Lava Jato. Os processos contra ele estavam nas mãos do Supremo Tribunal Federal (STF) e agora deverão ser encaminhados para a 13.ª Vara Federal de Curitiba, onde reside o juiz Sérgio Moro, responsável pelas investigações do caso que chocou o Brasil.

Com a cassação, Cunha fica inelegível por oito anos, já que se enquadra na Lei da Ficha Limpa.

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"Fora Temer"

Com a saída do ex-presidente da Câmara, muitas pessoas estão usando as redes sociais para voltar a tocar no nome do companheiro de partido do deputado deposto, Michel Temer. O atual presidente do Brasil, que era vice de Dilma antes dela perder o cargo, continua sofrendo alta rejeição da população brasileira e, principalmente, de grupos da esquerda, que não querem vê-lo comandar o país.

Pelo Twitter, muitas pessoas usaram o jargão da vez: "Primeiramente, Fora Cunha. Segundamente (sic), Fora Temer", escreveram milhares de internautas.

Com o prosseguimento da Operação Lava Jato, até mesmo Temer pode entrar na história, já que ele é figura citada dentro do processo. Dilma, que foi enquadrada dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal, perdeu o mandato por baixar três decretos autorizando a abertura de créditos suplementares. Hoje, com o governo Temer, este ato administrativo não seria mais considerado crime de responsabilidade.

Caso haja apelo popular e o processo contra Temer seja aberto, é possível que o presidente atual também sofra #Impeachment. Quem entraria no lugar dele, segundo a Constituição Federal, seria Renan Calheiros (PT), presidente do Senado.