Na madrugada dessa terça-feira, 13, a maioria dos deputados federais presentes na sessão da #Câmara dos Deputados, optaram por votar “sim” a #cassação do mandato de #Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por quebra de decoro parlamentar.

Às vésperas de seu julgamento, o deputado chegou a conferir algumas entrevistas exclusivas em que afirmou ser inocente. Na noite de domingo, 11, o programa Conexão Repórter dedicou uma edição inteira para entrevistar o parlamentar e mostrar o seu dia a dia e sua relação com a família.

Momentos marcantes da sessão

No início da sessão dessa segunda-feira, 12, Cunha fez um discurso na tribuna, ocasião em que chorou e disse que será um “troféu para o PT”.

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Para ele, seu afastamento está relacionado com o impeachment e que o PT quer cassá-lo para poder dizer que a pessoa que aceitou o pedido de impeachment foi cassada, pois a destituição do cargo de Dilma, foi um golpe. Cunha reconheceu que aquela poderia ser a última vez que subiria na tribuna da Casa, mas não abaixou a cabeça e prosseguiu com seu discurso. Seu advogado também falou na sessão.

A fala do ex-presidente da Câmara foi interrompida duas vezes e, por isso, Rodrigo Maia lhe concedeu mais tempo para falar. Logo depois, começaram as discussões, ocasião em que líderes de bancadas falaram sobre o motivo da sessão e manifestaram qual seria a voto dos deputados. A maior parte dos partidos disse ser a favor a cassação de Cunha, inclusive os que votaram pelo impeachment de Dilma, como o PSDB.

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Outros deixaram para que cada deputado votasse da forma que achasse melhor.

Após as manifestações, vários deputados inscritos discursaram na tribuna e teve quem defendesse uma pena alternativa para Eduardo Cunha. Também houve quem se recordasse do destaque polêmico que livrou Dilma Rousseff da perda dos direitos políticos mesmo após perder o seu mandato.

Os parlamentares de esquerda aproveitaram a oportunidade para defender Dilma, dizendo que ela é inocente e que foi vítima de um “golpe” de Eduardo Cunha. O parlamentar ganhou sua primeira eleição em 2002, sendo reeleito em 2006, 2010 e 2014. Antes disso foi suplemente de um deputado estadual no Rio de Janeiro por um ano.

A decisão de votar sua cassação não é por conta das acusações de corrupção que envolvem seu nome, mas sim por quebra de decoro parlamentar devido ter, supostamente, mentido na CPI da Petrobras