Os últimos minutos da segunda-feira, 12, foram marcados pela destituição do cargo de #Eduardo Cunha. O parlamentar sofreu o processo de cassação em decorrência de uma denúncia por quebra de decoro parlamentar.

Eduardo chegou a discursar na sessão, ocasião em que chorou e alegou que seu processo é uma represália por ter aceito o pedido de impeachment de Dilma, mesmo após rejeitar quarenta outros pedidos que não cumpriram com os requisitos legais. Cunha também afirmou que sua cassação será um troféu para o PT continuar alimentando a 'tese do golpe', e que por sua vez afirmarão que ele foi cassado por conta do impeachment ser um golpe.

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A sessão, que teve início por volta das 20h, contou com a manifestação dos líderes de cada partido, ocasião em que declararam seus respectivos votos. Também ocorreram discursos fortes e que mexeram com os ânimos de alguns parlamentares.

Após a declaração de voto, alguns deputados, previamente inscritos, discursaram na tribuna. Jandira Feghali acabou se alterando ao dizer que por culpa de Cunha uma presidente “inocente” foi destituída do cargo. Suas palavras acabaram gerando revolta em alguns parlamentares, principalmente quando ela acusou os deputados de integrarem um “puxadinho do Cunha”, além de defender a sua sigla.

A decisão, por 450 votos a favor da cassação e 10 contra, foi comemorada pelos parlamentares. Cerca de 50 deputados federais não compareceram na sessão de votação. A partir de agora, Cunha está inelegível pelos próximos 8 anos, conforme determina a Constituição Federal, mas como o impeachment de Dilma Rousseff permitiu uma infração ao dispositivo legal, Eduardo poderá recorrer da decisão pedindo que seus direitos políticos também sejam mantidos, entretanto, a decisão é discricionária do órgão competente, não garantindo o deferimento do pleito.

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Cunha também passa a ser investigado e julgado pelo juiz Sérgio Moro. Em entrevista ao programa Conexão Repórter desse domingo, 11, Cunha declarou que não tem planos de delatar ninguém, pois só realiza uma delação quem cometeu um crime, mas que ele é inocente e pretende provar isso na justiça. #Perda do Mandato #Câmara dos Deputados