Nesta segunda-feira, 12, o ex-presidente da Câmara dos deputados, Eduardo Cunha, do PMDB, falou com exclusividade à 'Folha de São Paulo' sobre o processo de cassação contra ele que será votado logo mais pelos parlamentares. Segundo ele, a votação prevista para começar às 19h, no horário de Brasília, apenas configuraria o discurso petista, no qual o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff é chamado de "golpe". #Eduardo Cunha revela que o fato de agora pedirem sua cabeça é apenas uma represália pelo fato dele ter sido o meio pelo qual o impeachment começou. A representante do Partido dos Trabalhadores (PT) foi deposta no dia 31 de agosto com 61 votos contra ela e apenas 20 a favor. 

Assim como a votação em abril, quando Rousseff teve 367 votos contrários a ela na Câmara e houve o prosseguimento do impeachment, o pleito contra Eduardo Cunha promete ser histórico.

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Um levantamento feito pelo jornal carioca 'O Globo' diz que mais de 300 deputados já confirmaram que pediram a cassação de Cunha. O Supremo Tribunal Federal (STF) indeferiu um pedido da defesa do parlamentar carioca, que pediu que o pleito contra ele fosse adiado. Além disso, assim como Dilma, Eduardo quer ter o direito de fatiar a votação contra ele, fazendo com que os colegas votem primeiro pela cassação do mandato e depois pela perda ou não dos direitos políticos.

Caso consiga tal feito, Cunha já poderá se candidatar novamente daqui a dois anos, nas eleições de 2018. Antes disso, assim como a ex-presidente da República, ele poderia ocupar qualquer cargo público, como trabalhar em uma universidade, ou assumir uma Secretaria de Governo estadual, indo até a possibilidade de ganhar um Ministério (o que até para aliados é bastante remoto).

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No entanto, os deputados garantem que a votação será uma só e que ele perderá sim os direitos políticos. Dessa forma, assim como o ex-presidente Fernando Collor de Mello, em 1992, o "todo poderoso" da câmara ficaria inelegível por oito anos, apenas podendo se candidatar nas Eleições de 2026. Isso porque a inelegibilidade também vale para o registro da candidatura e a votação contra ele ocorre já quase no fim deste ano.