No fim da tarde dessa sexta-feira, 2, a advogada Janaína Paschoal, alertou que o Supremo Tribunal Federal pode anular a sessão do dia 31 de agosto por completo e não só a segunda votação, conforme os mandados de segurança pedem.

Desde ontem, 1 de setembro, um advogado, um empresário, uma associação, um movimento pró-#Impeachment, senadores e partidos políticos, protocolaram mandados de segurança visando a anulação da decisão de Ricardo Lewandowski e pleiteando a cassação dos direitos políticos de #Dilma Rousseff. O fundamento jurídico de todas as peças é a inconstitucionalidade do ato.

Embora a divisão da votação tenha sido criticada, inclusive, pelos ministros Marco Aurélio e Gilmar Mendes, o excesso de alegações de inconstitucionalidade da sessão, podem fazer com que o #STF julgue procedente a anulação de toda a sessão, de forma que uma nova data seja marcada para o julgamento da ex-presidente.

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Dificilmente quem votou a favor do impeachment votaria contra em uma nova oportunidade, entretanto, durante o período que aguardaria uma nova votação, Dilma voltaria ao patamar de presidente afastada do Brasil. Passando-se a data de 9 de novembro, quando completa 180 dias desde que foi afastada do cargo, ela voltaria ao cargo de presidente em exercício e Michel Temer, retornaria ao posto de vice.

Embora a decisão não seja certa, a advogada salienta que existe o risco da Suprema Corte do Brasil decidir por um novo julgamento, a fim de evitar que haja posteriores ações alegando vícios da sentença. Por conta disso, Janaína aconselha que quem pretende apresentar novos mandados junto ao STF, que não o faça e quem já o fez, que desista da interposição.

O Supremo recebeu 10 ações e designou Edson Fachin, Teori Zavascki e Rosa Weber como relatores.

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8 ações são para cassar os direitos políticos de Dilma, anulando a segunda votação de quarta-feira. Já 2 ações são da defesa de Dilma, pedindo a suspensão dos efeitos do impeachment e solicitando a realização de novo julgamento.

A possibilidade de ter Dilma Rousseff à presidência, ainda que temporariamente, gerou grande comoção nas redes sociais, onde internautas não concordam com eventual decisão e deixam claro que não querem Dilma de volta.