Em seu depoimento no último dia 20 de maio, junto ao Ministério Público Federal (MPF), o empresário Eike Batista declarou que havia recebido um pedido de Guido Mantega para a doação de uma quantia de R$ 5 milhões ao partido dos trabalhadores (#PT). O objetivo seria para quitar dívidas de campanha. As declarações do dono da OSX serviram de base para que o juiz Sérgio Moro decretasse a prisão do ex-titular do BC, na 34ª fase da operação Lava Jato.

Eike Batista, acompanhado por seus advogados, teria se apresentado espontaneamente à Justiça e prestado todos os esclarecimentos sobre a sua relação com contratos de prestação de serviços junto à Petrobras.

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Ele optou por não fazer delação premiada e contou tudo o que se lembrava ao procurador Roberson Pozzobon. Em detalhes, o empresário declarou que o ' negócio ' teve a intermediação de Mônica Santana, mulher do marqueteiro João Santana, ambos presos pela Polícia Federal (PF), na mesma operação. Segundo o mesmo, Mantega não fizera uma solicitação explícita. A confirmação teria sido feita dias depois, com um pedido direto da esposa do marqueteiro do PT.

A doação de Eike Batista

Segundo o empresário, ele havia feito um repasse de US$ 2,3 milhões, em 19 de abril de 2013, por meio de contrato 'falso', feito entre uma de sua empresas, a Goldenrock, subsidiária da Centenium e a Polis, empresa de marketing de João Santana. Os valores teriam sido depositados a título de serviços prestados e o valor teria sido estornado por problemas de documentação.

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Logo em seguida, ele teria sido depositado na conta de uma off shore, a Shellbill. Eike optou por se antecipar em sua declarações à Justiça, depois que soube que essa empresa estaria envolvida nas denúncias de lavagem de dinheiro e, portanto, sob investigação. 

Nesta quinta-feira, dia 22, a PF deflagrou mais uma fase da operação #Lava Jato, denominada de  Arquivo X e teve como alvo políticos e empresários envolvidos em um suposto esquema de fraude em licitações em contratos de empresas, que prestavam serviços para a Petrobras, além de suspeitas de distribuição de propinas por empresários a vários políticos que estariam sendo investigados. A execução desta fase ocorreu nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Distrito Federal e Rio Grande do Sul. Ela cumpriu 33 mandados de busca e apreensão, oito para condução de suspeitos a deporem coercitivamente e mais oito de prisão em caráter temporário. Uma das prisões que chamou a atenção da opinião pública foi a do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, denunciado pelo esquema exposto por Eike Batista e liberado horas depois de ter sua preventiva revogada pelo juiz Sérgio Moro. 

  #Corrupção