O voto a favor do impeachment fez o Senador Cristovam Buarque ser alvo de críticas de personagens da esquerda. Eleito pelo Distrito Federal, e agora filiado ao PPS, Buarque afirma não ter qualquer peso na consciência quanto ao voto pelo impedimento da ex-presidente #Dilma Rousseff.

Em entrevista realizada ao Portal do Estadão, Cristovam teceu críticas a Dilma, #Lula, à própria esquerda e falou com tom de esperança sob o novo governo de Temer. Professor e reitor da UnB, Cristovam possui um largo currículo na política, tendo sido, inclusive Ministro durante o Governo Lula. Na entrevista, porém, ele se mostra decepcionado com o ex-presidente, afirmando que o mesmo deixou de lado seu lado estadista e se tornou conivente com a corrupção no país.

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Dilma, Lula, o PT e o futuro do Brasil

Cristovam começou despejando críticas a esquerda brasileira, a qual julgou como um movimento completamente parado no tempo. E ainda completou seu raciocínio afirmando que a ideologia caiu no esquecimento de suas origens, e culminou no seu enterro com a entrada nas organizações corruptas.

O Senador ainda falou sobre como a esquerda busca sempre tratar sua visão econômica de dentro para fora. Quando ele afirma que a mesma deve ser tratada do modo correto, ou seja, vinda de fora para dentro. Segundo ele, seria impossível estabelecer uma relação econômica sem seguir o fluxo do estrangeiro.

Ao adentrar no assunto impeachment, Cristovam Buarque foi incisivo em criticar sua base aliada e suas amizades, afirmando que os mesmos faziam parte de uma esquerda antiga, completamente ultrapassada e parada no tempo.

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E, ao tratar de Dilma e Lula, o Senador foi completamente crítico à postura de ambos.

Começou afirmando que Dilma cometeu crimes e deveria ser punida segundo manda a constituição. E, quando mencionou Lula, demonstrou um ar de decepção com o petista. Elogiou de certa forma o ex-presidente, entretanto disse que nada do que ele possuía de bom serviu, pois preferiu o lado mesquinho (nas palavras dele) e acabou por chutar o lado estadista, próprio e do #PT, para escanteio.

Ao fim da conversa com o Estadão, Cristovam afirmou que não se considera um traidor, tampouco um governista ou oposicionista. Quer apenas sair dessa rivalidade futebolística, e ainda finalizou afirmando que não cogita qualquer candidatura à presidência em 2018, por enquanto.