Os Estados Unidos da América investigam a venda de aviões de guerra brasileiros, através de operações realizadas pela Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica). As investigações foram abertas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. As suspeitas recaem desde o período de 2010, ainda sob o #Governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com as investigações, a Embraer é suspeita de ter pago propina, com o intuito de obter contratos bilionários no exterior. Entre os negócios fechados, estão examinados os acordos da empresa brasileira para com países como Índia e Arábia Saudita.

As dúvidas do Departamento de Justiça americano, suscitaram a partir de 2010, quando um contrato da Embraer com a República Dominicana foi efetivado.

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Desde aquele momento, foram então investigados negócios relativos à venda de caças de guerra brasileiros em mais oito países.

Funcionário antigo da Embraer vira delator

Os negócios bilionários realizados entre a Embraer e Índia e Arábia Saudita, foram reforçados, através de suspeitas, já que um funcionário antigo, com mais de 30 anos de trabalho exercido na empresa, resolveu no mês de maio deste ano, colaborar com o Ministério Público Federal. A própria Embraer pretende colaborar com as investigações, já que anunciou em julho de ano, a intenção de fechar um acordo com as autoridades dos Estados Unidos, com expectativa de pagar cerca de US$ 200 milhões (R$ 642 milhões), em multas decorrentes de todo o processo. O delator Albert Phillip Close, gerente da área de defesa da Embraer, declarou ao procurador federal Marcelo Miller, de que teria ouvido a respeito de que um ex-diretor de vendas da empresa na Europa, teria admitido a investigadores americanos o pagamento de comissões, com o objetivo de facilitar a venda das aeronaves aos sauditas.

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Os negócios foram acertados, embora cercados de "nebulosidade". Já em novembro de 2010, já no final do governo Lula, a Embraer anuncia a entrega de dois jatos executivos para a estatal responsável pelo setor de petróleo Saudi Aramco. Entretanto, com relação aos negócios fechados com a Índia, a companhia brasileira teria contratado um representante para fechar a venda de um sistema de vigilância para o governo daquele país, embora a Índia proíba a contratação de representantes deste tipo de negócio, as operações foram incrementadas, a partir de um escritório na Inglaterra, possibilitando a venda de caças brasileiros no ano de 2008. Segundo o delator do esquema, "o contrato com o representante foi guardado em um cofre, ficando uma chave em poder da Embraer e outra em poder dele" afirmou Close.

Embraer se defende

A companhia afirmou que segue colaborando com as investigações sobre seus negócios realizados no exterior e que não daria mais detalhes, já que o processo segue em curso, ainda sem conclusão nos Estados Unidos. A Embraer afirmou ainda que não é parte do processo aberto pelo Ministério Público Federal no Brasil. #Lula #Corrupção