Fabio Medina Osório, antigo ministro, garantiu que foi demitido porque contrariava muitos dos interesses defendidos pelo novo presidente da República, garantindo que, tal como acontece atualmente com o planalto, tem “receio” do que pode acontecer com a investigação Lava Jato. Em uma longa entrevista à revista “Veja”, o ex-chefe da AGU explicou que o #Governo de Michel Temer “quer abafar a Lava Jato” e que foi convidado a sair pelo ministro-chefe da Casa Civil, Padilha, depois de Osório ter tido a intenção de mover ações de improbidade contra vários políticos, possivelmente, muitos deles, atualmente, em cargos políticos com muita importância.

Como muitos políticos que estão atualmente no governo de Temer foram, direta ou indiretamente, associados a escândalos de corrupção, tal como acontece com Lula da Silva e a recém-deposta Dilma Rousseff, os resultados e a legitimidade do processo Lava Jato, o maior contra a corrupção no país, está sendo altamente posto em causa.

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Para Osório, não há dúvidas que Michel Temer e seu governo têm a intenção clara de querer limitar o poder dos responsáveis por todo o processo, possivelmente não dando o poder necessário para conseguir avançar judicialmente contra alguns dos acusados. “Não tenho dúvida, fui demitido porque contrariei muitos interesses. A AGU tem de buscar a responsabilização de agentes públicos que lesam”, garantiu o antigo ministro durante sua surpreendente entrevista à revista “Veja”.

Na verdade, também internacionalmente, muitos jornais têm questionado o fato do Governo que sucedeu ao #Impeachment de Dilma Rousseff ter muitos dos seus protagonistas como principais acusados de vários esquemas de corrupção. Nas redes sociais, a revelação de Osório causou um enorme choque para muitos brasileiros que temem que o poder desses mesmos políticos seja suficientemente forte para conseguir manobrar a investigação de Lava Jato.

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“O governo tem muito receio de até onde a Lava Jato pode chegar”, concluiu de forma preocupada o antigo ministro, que garantiu ter sido uma das muitas vítimas dessa alegada tentativa do novo governo.