Na última terça-feira, dia 13, José Aldemário Pinheiro, mais conhecido por Léo Pinheiro, resolveu falar, como disse ele próprio, “abertamente”, e que suas palavras “seriam verdadeiras”, porque a sociedade merece explicação.

Inicialmente, fez agradecimentos “pela oportunidade”, ao senhor juiz federal Moro, ao Ministério Público e até ao povo brasileiro, como se suas doces palavras tornariam as acusações menos procedentes.

Sem dúvida, o depoimento de Léo Pinheiro, ex- presidente da OAS, traz novas informações, que em conjunto com o que se sabe até agora sobre a Operação Lava Jato, servem de parâmetros para quem sabe desvendar e materializar os fatos.

Publicidade
Publicidade

As declarações de Léo Pinheiro, conjugadas com as prestadas por Marcos Valério anteriormente, insinuam algum avanço desde que a investigação foi instaurada há quase dois anos, mas em ambos os casos, citações e nomes ainda permanecem obscuros.

Durante seu depoimento ao juiz Sérgio Moro, o investigado narrou seu encontro com senadores em 2014, ocasião promovida para negociar que as investigações da CPMI da Petrobras, não fossem estendidas a empreiteira a qual atuava na época.

O ponto extraordinário do depoimento foi a citação de nomes que participam em um desses encontros, como a menção a Ricardo Berzoini, que havia solicitado ajuda as empresas para que as investigações não incluíssem ou dificultassem o governo da presidente Dilma.

O anfitrião do encontro teria sido o ex-senador Gim Argello, do PTB-DF, entre os outros nomes fornecidos por Léo estão Vital do Rêgo, do PMDB-PB, atual ministro do Tribunal de Contas da União.

Publicidade

Léo Pinheiro comentou que lhe chamou a atenção o fato de importantes personalidades estarem conjuntamente participando das reuniões, este envolvimento deveria insinuar a magnitude do problema em questão. O principal objetivo desses encontros era para que as ações de investigação, de fato, não prosseguissem. Dispondo inclusive de grandes cifras se necessário fosse, além de movimentações políticas vantajosas.

Esperamos que as densas acusações que cercam Léo Pinheiro, que incluem corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de capitais e obstruir investigação, sejam suficientes para que o citado seja penalizado a altura de suas delinquências e corrupções.

Para lembrar, Léo Pinheiro é condenado pela Justiça Federal, já em primeira instância, por outro processo, com pena já estabelecida em 16 anos e 4 meses de prisão, entre suas acusações estão: a participação em crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa, na ocasião, foi detido e novamente agora no dia 5 de setembro. #Casos de polícia #Polícia Federal