Nesse sábado (11), o Centro de Comunicação Social do #Exército informou à imprensa que irá “apurar as circunstâncias” que levaram um capitão do exército a se infiltrar e participar de uma #Manifestação realizada no último domingo (03). A manifestação tinha o intuito de protestar contra o governo Michel Temer e a favor da realização de eleições diretas para presidente.

O capitão foi identificado em reportagem publicada pelo jornal da Espanha “El Pais”. O jornal, além de identificar o capitão, ainda denunciou que Willian Pina Botelho apresentou um nome falso para se integrar e convencer um grupo de manifestantes a mudarem de local ao que ocorria a grande manifestação.

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Após a mudança de local, de acordo com o “El País”, o capitão foi preso junto com o grupo que integrava pela Polícia Militar de São Paulo.

A ação da polícia apreendeu com o grupo (18 pessoas) objetos como: óculos, máscaras de gás, estilingues, vinagres, itens de primeiros socorros, pedras e barras de ferro, informações fornecidas pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Informação que foi negada pelo grupo.

Alguns integrantes do grupo disseram que o capitão do exército se apresentou ao grupo se identificando apenas pelo apelido de “Balta” e se relacionou com o grupo através de aplicativos de relacionamento e participando de um fórum no Facebook.

Grupo foi solto no dia seguinte a prisão

Por determinação do juiz Paulo Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, do Fórum Criminal da Barra Funda, a prisão feita pela Polícia Militar foi classificada como ilegal e determinou a liberação imediata do grupo de pessoas detidas, inclusive a do capitão Pina.

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Logo após a soltura do grupo, o perfil falso criado no Facebook pelo capitão foi excluído. Antes de encerrar o perfil, o capitão ainda escreveu, “que daria um tempo por causa de pessoas que não entendem nossa luta”.

De acordo com informação divulgada no portal Transparência do Governo Federal, o capitão Willian Pina Botelho está na ativa no Exército Brasileiro desde o ano de 1998. #Michel Temer