O mês de agosto, aquele que parecia não acabar nunca, chegou ao fim com a notícia mais esperada para o ano no mundo da política aqui no Brasil. Dilma Rousseff foi deposta com 61 votos pelo Senado Federal e se tornou ex-presidente. A votação no Congresso, no entanto, foi desmembrada. Apesar de ser cassada, a representante do Partido dos Trabalhadores (PT) continua elegível. O mesmo desmembramento não foi feito quando Fernando Collor de Mello estava no poder.

Ele renunciou ao cargo em 1992, mas o Senado Federal decidiu que ele deveria se tornar inelegível por oito anos. A tática apoiada agora pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, pode acabar beneficiando em breve outros políticos, como o ex-presidente da Câmara dos deputados, Eduardo Cunha.

Publicidade
Publicidade

O peemedebista já solicitou que o julgamento dele também seja dividido. 

Irritada com a divisão da votação de #Dilma Rousseff, a família real brasileira, sim, aquela descendente de D.Pedro e da Princesa Izabel, decidiu entrar com uma mandato de segurança na mais alta corte do país para suspender a decisão do Senado de manter o direito da companheira política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em se eleger novamente e também ocupar cargos públicos. A decisão do Senado permite que Dilma possa ser nomeada para Ministérios ou Secretarias de estado. O medo nos bastidores é que ela ganhe um cargo no governo estadual de Minas Gerais. Isso faria com que Dilma não pudesse ser julgada no âmbito da Lava Jato na segunda instância pelo juiz federal Sérgio Moro, mas apenas pelo Superior Tribunal de Justiça, o STJ. 

O processo da família real contra Dilma foi protocolado nesta quinta-feira, 01, e é apoiado pelo empresário Luiz Philippe de Orleans e Bragança, descendente de D.Pedro.

Publicidade

O homem que faz linha de sucessão na família real faz parte de movimentos favoráveis ao #Impeachment de Dilma, como o 'Acorda Brasil'. A partir desse grupo, Luiz pede que os direitos de Dilma sejam suspensos pelo Supremo. Segundo ele, o argumento da defesa de Rousseff "feriu de morte da Constituição Federal"."A Constituição Federal foi rasgada!", disse ele.