Nessa sexta-feira, 23, a guerra na #Colômbia chegou, oficialmente, ao fim. Após 52 anos de uma guerra entre governo e um grupo de guerrilheiros armados, um saldo gigantesco de mortos e gerações vivendo através do medo, um acordo foi selado para colocar um fim aos conflitos.

Para evitar que o grupo voltasse a agir futuramente, as #FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) deixaram a criminalidade e agora se oficializam como um partido político de esquerda, que pretende trabalhar sua popularidade nos próximos dois anos para lançar seu candidato à presidência da Colômbia em 2018.

O acordo, entretanto, não foi uma negociação simples que surgiu do dia para a noite, mas sim o resultado de quatro anos de conversas e tentativas de conciliação, a maior parte delas sem sucesso.

Publicidade
Publicidade

O acordo de paz foi apoiado por diversos países e pela ONU (Organização das Nações Unidas).

O partido

Por ser algo muito recente, os idealizadores do partido das FARC não deram maiores informações de como será a sigla ou quais as bandeiras que irão carregar para conquistar o seu eleitorado. Para 2018, terão cinco cadeiras garantidas no parlamento, entretanto, reconhecem que terão pouco tempo para se popularizarem entre as grandes massas, a fim de conquistar a presidência já nas próximas #Eleições.

Apesar de ser um partido constituído de uma ideologia socialista, os mesmos terão de se adaptar ao que chamam de “democracia burguesa”, não podendo se impor drasticamente, de forma que todo o processo político deverá seguir a constituição colombiana, que, por sua vez, poderá ser alterada em breve por conta de um plebiscito que acontecerá em outubro.

Publicidade

Da insurgência à política colombiana

O acordo de paz deverá ser o foco, antes de quaisquer movimentações políticas, uma vez que os documentos oficiais dão 30 dias para que as forças revolucionárias possam fazer essa mudança para a legalidade. A partir daí, a guerra será nas urnas e não mais com armas. Os membros e simpatizantes do movimento são guerrilheiros, mas com o acordo de paz, esse título pertencerá apenas ao passado.

Para o mundo a fora, chefes de Estado elogiam a decisão e a ONU emite suas palavras de apoio e aprovação ao acordo de paz, que foi assinado também por políticos de outros países. Entretanto, internamente ainda existe uma tensão entre boa parte dos colombianos, que após cinco décadas de guerra, ainda custam a acreditar que o acordo de paz é verdadeiro e que as FARC desistiram de impor seus anseios e objetivos através da luta armada. Por conta disso que os representantes do movimento afirmam que terão pouco tempo até as eleições para conquistarem e convencerem parte significativa dos eleitores sobre a sua nova fase.