O ex-presidente #Fernando Henrique Cardoso (#PSDB) concedeu uma entrevista ao jornal Folha de São Paulo nessa semana. Durante a entrevista, o ex-presidente tucano fez um diagnóstico sobre a atual situação política do país, após o impeachment de Dilma Rousseff e sobre os desafios que a equipe econômica do atual presidente Michel Temer terá que enfrentar nos próximos dois anos. O diagnóstico de FHC foi totalmente pessimista; ele acredita que não haverá nem um proveito “eleitoral” para o atual governo peemedebista no poder, apenas o proveito para a História.

“Não vejo como o atual governo poderá tirar proveito da atual situação em apenas dois anos”.

Publicidade
Publicidade

Fernando Henrique Cardoso não se intimidou e muito menos se recusou a opinar sobre o atual ministro da economia, Henrique Meirelles. Para ele, Meirelles nem ao menos poderá se projetar a uma possível candidatura a presidência em 2018, repetindo a fórmula utilizada por ele mesmo, durante o governo de Itamar Franco em 1993, a qual resultou em dois mandatos na presidência para o político tucano.

“Não acredito que haja uma diferença entre mim e o Henrique Meirelles. É a situação”.

FHC acredita que, mesmo com o esforço do ministro em elaborar medidas concretas que sensibilizem a sociedade, Meirelles só irá expor “sangue, lágrimas e suor” e acredita que que os problemas de hoje são muito maiores do que na sua época.

“Na minha época o problema que mais afligia a economia era a inflação. Acertamos em parte, e com o equilíbrio fiscal, o bem estar veio de imediato”.

Publicidade

FHC diz que Temer tem que conversar com a sociedade sobre as medidas de austeridade

Na ótica de quem já liderou o país por oito anos, FHC garantiu que a melhor forma de Temer administrar a atual situação do país seria através do dialogo franco com a sociedade, principalmente sobre as medidas austeras que deverão ser tomadas daqui para frente.

“Não pode descer goela abaixo as medidas de austeridade.”

FHC também alertou em sua entrevista que #Michel Temer deverá explicar à sociedade que toda a grave crise econômica que o país vive deriva dos governos anteriores do PT, senão a oposição começará a gritar que a real “culpa de tudo é do Temer”.

Sobre os líderes em 2018, FHC disse que atualmente o país não possui líderes que possam resolver toda a questão crítica que o país vive. Nem em seu próprio partido ele quis citar nomes que possam liderar o país, após as eleições de 2018.