O #Governo da Bolívia resolveu mudar de postura e começou a diminuir as críticas que fazia ao governo Temer. O chanceler boliviano, David Choquehuanca, comentou durante passagem em Genebra, que a Bolívia não irá romper as relações com o Brasil e discutirá com o governo brasileiro uma renegociação de um acordo para a venda de gás natural.

Vale lembrar, que no começo da semana, a delegação boliviana foi uma das que saiu da Assembleia Geral da #ONU, no momento em que o presidente Michel Temer estava discursando. Era o protesto de uns seis países que não aceitavam o julgamento de impeachment que acabou cassando o mandato da ex-presidente Dilma Rousseff.

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Inclusive, quando Dilma perdeu o cargo, a primeira atitude de Evo Morales foi de pedir o retorno do seu embaixador no Brasil, de volta para La Paz.

Agora o discurso começou a mudar um pouco. Segundo o chefe da diplomacia boliviana, o retorno do embaixador era apenas para detalhar sobre o processo que havia ocorrido no Brasil. 

Rompimento

O chanceler boliviano foi questionado se haveria algum rompimento das relações comerciais entre os dois países. Ele negou, dizendo que isso era um absurdo. No governo da ex-presidente Dilma foi comentado que havia a necessidade de uma renegociação sobre o preço do gás boliviano. A Bolívia pretende melhorar os valores do gás exportado para o Brasil e adiantar a renovação do acordo que vence em 2019, e isso tem que ser combinado agora com Temer.

Brasil ausente

Nesta sexta-feira (23), o presidente Evo Morales falou durante 45 minutos para o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.

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Em resposta ao gesto da delegação boliviana de não respeitar o discurso de Temer na ONU, o Itamaraty decidiu não enviar a sua embaixadora no País para presenciar o discurso de Morales.

O presidente da Bolívia falou para uma sala repleta de embaixadores e em nenhum momento citou a crise política vivida pelo Brasil ou qualquer outra situação de divisão entre os países do continente. O foco do discurso de Evo Morales era denunciar o governo chileno que criava obstáculos para a Bolívia conseguir acesso ao mar. #Michel Temer