Espalhados por diferentes estados, os #Protestos contra o governo de #Michel Temer se tornaram uma constante desde a consumação do processo de impeachment de Dilma Rousseff. O peemedebista, antigo vice-presidente na chapa de Dilma, se tornou o novo presidente da República de forma oficial desde a última quarta-feira. De lá para cá, manifestações promovidas pela parte da população insatisfeita com o novo governo estão sendo registradas frequentemente nas capitais brasileiras.

Em um primeiro momento, a alta cúpula do governo Temer e até o próprio presidente fizeram pouco caso do peso dos protestos. Da China, onde esteve até o início dessa semana para uma série de agendas - incluindo a reunião do G20 -, Temer afirmou que não via "caráter democrático" nas manifestações e criticou o vandalismo presente em alguns dos atos.

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Por outro lado, ele havia ressaltado que achava natural a realização de protestos diante da instabilidade política vivido pelo país.

José Serra, ministro das Relações Exteriores no novo governo, foi ainda mais longe e chamou as manifestações no Brasil de "mini". O ex-governador de São Paulo acompanhou Michel Temer na viagem à China e, em contato com jornalistas brasileiros, disse que "protesto de verdade" era o que se visualizava na Venezuela, em que, segundo ele, milhares estava indo às ruas protestar contra o governo de Nicolás Maduro e a falta de utensílios básicos no país.

De volta ao Brasil, o "staff" de Michel Temer voltou a amenizar a importância dos protestos no desfile oficial do dia 7 de setembro, nesta quarta-feira. Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil, chegou a ironizar a parcela de pessoas nas arquibancadas do desfile em Brasília que vaiou o novo presidente.

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"18 pessoas em 18 mil, acho que está de bom tamanho a dimensão", disse.

Governo admite erro

No entanto, o Planalto admitiu que foi um erro adotar a postura de "diminuir" as manifestações. Em contato com o jornal Folha de S.Paulo, Eliseu Padilha tratou de se retratar e colocou que "protestos fazem parte da cultura democrática". A sua fala denota uma nova estratégia do governo Temer em não mais menosprezar os movimentos das ruas.

"Quero fazer esse mea culpa, entendo que todas as formas de protestos devem ser respeitadas. É algo que faz parte de uma democracia e será tratada dessa maneira", resumiu o chefe da Casa Civil, que tentou explicar a polêmica declaração dos "18 em 18 mil pessoas", sobre as vaias a Temer no desfile do dia 7.

"Quando começou, pelo barulho, era de fato um grupo pequeno que se manifestava. Mas nós temos de respeitar qualquer protesto", salientou.

Homem forte do governo Temer, Padilha garantiu que a nova gestão está totalmente disposta a dialogar com as minorias e que vai separar, dentro dos protestos, o que é luta política e o que é pauta de reivindicações.

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Como exemplo, Padilha mencionou uma conversa que os novos governistas tiveram com representantes do Movimento Sem-Terra (MST) no início da semana, no sentido de tentar atender e dar andamento às demandas do grupo. #Elizeu Padilha