Como parte das medidas adotadas pelo #Governo para que o país possa sair mais rapidamente da atual crise, Michel Temer e sua equipe econômica anunciaram nesta terça-feira, dia 13, um programa de concessões e vendas de parte das empresas estatais para a iniciativa privada, principalmente, daquelas que atuam na área de infraestrutura e transportes. Com a negociação, a União deverá adotar o financiamento da transação, através de bancos públicos e recursos pertencentes aos fundos de amparo ao trabalhador e, pelas novas regras divulgadas, o setor privado deverá elevar a sua participação na conclusão do negócio.

Com a presença da presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), Maria Silvia Bastos Marques, foram anunciadas as novas regras adotadas pelo Conselho do chamado Programa de Parceria de Investimento (PPI) e que incluirão uma maior participação financeira das empresas privadas interessadas no negócio.

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De acordo com a dirigente do BNDES, os interessados deverão ingressar com um percentual de 20% em relação ao capital total da estatal a ser privatizada. A formalização deverá se dar através da emissão de papéis pelos negociantes, os chamados debêntures. Estes deverão ser obrigatoriamente subscritos pelo banco financiador do governo, que já descartou o financiamento de 100% dos projetos apresentados pela iniciativa privada. Para tal medida, o presidente anunciou a destinação de R$ 30 milhões para os projetos que viriam do próprio BNDES e do Fundo de Investimento do próprio Fundo de Garantia (FGTS).

Um dos responsáveis pela iniciativa do governo, o ex-governador de São Paulo e atualmente secretário executivo do PPI, Moreira Franco, afirmou que a intenção do governo é arrecadar cerca de R$ 24 bilhões entre concessões e privatizações, que deverão ser contabilizados a partir de 2017.

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Ainda de acordo com a presidente do BNDES, a instituição ainda estará disposta a financiar a metade dos empréstimos que venham a ser concedidos, o que vai depender de cada empresa que se proponha a realizá-lo. Segundo a mesma, o objetivo, além da arrecadação para os cofres públicos, seria também o beneficiamento de algumas instituições, tais como os fundos de assistência aos servidores públicos, que poderiam investir capital a longo prazo e gerar rendimentos que possam equilibrar as suas finanças internas. A expectativa é que a demanda seja elevada, principalmente pelas concessões, afirmou Maria Marques.  #Privatização #Crise econômica