O Jornal Francês Le Monde colocou em sua edição de hoje uma matéria sobre a cassação de Eduardo Cunha, intitulada: "Brasil: #Eduardo Cunha inelegível até 2027". Na reportagem, o jornal não poupou informações aos seus leitores, contando que até os minutos finais antes da votação, Cunha ameaçou os colegas, mas que ele foi cassado sob os gritos de "Fora Cunha!".

O jornal enfatizou o fato de Cunha ter se tornado um cidadão comum, que responderá por suas ações. Sob a Câmara dos Deputados, o diário disse que apesar de estar longe de ser irrepreensível, não se curvou diante de "um homem indefensável". 

Outros pontos citados pelo jornal francês foram as manobras para que o processo de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff fosse instaurado, a vida de luxo que leva com a mulher, Cláudia Cruz, gastando um dinheiro de origem duvidosa, esvaziando boutiques de luxo, jantando e se hospedando nos melhores hotéis e restaurantes, enquanto o país passa por uma de suas piores crises. 

Entre os elogios usados pelo Le Monde para se referir a Cunha, estão "ultraconservador, defensor da maioridade penal aos 16, antiaborto" e ainda mais: "inimigo de Dilma Rousseff e doutor em traquinagens políticas e mentiroso", citando alguns. 

O jornal citou também o envolvimento da mulher e da filha de Cunha nos recebimentos de propinas do esquema de corrupção da Petrobras.

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Outra colocação feita pelo Le Monde foi de que diz-se que Cunha é capaz de derrubar 160 deputados e também o atual presidente da República, Michel Temer. "Brasília treme", concluiu o periódico.

Cassação de Cunha foi manchete em jornais do mundo inteiro

Outros jornais também divulgaram matérias sobre a #cassação de Eduardo Cunha. Veja algumas das manchetes:

O El País em sua versão espanhol, o chamou de "o poderoso Eduardo Cunha", dizendo que ele é o político mais impopular e mentor do impedimento de Dilma. A versão brasileira do jornal diz que ele se transformou em um "homem-bomba";

Em Portugal, o jornal Público dá manchete à votação esmagadora e lembrou que Cunha ainda está envolvido em mais dois processos no STF.

O The Wall Street Journal destaca a revolta do povo brasileiro com a corrupção, como um dos principais motivos que causaram a queda de Eduardo Cunha e enfatizou que Cunha continuou negando as acusações, "em tom desafiador".

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O Al Jazeera disse que o ex-deputado agora corre o risco de ser preso. O BBC World afirmou que o Congresso precisava dessa credibilidade e que as atenções agora se voltam para o que ele irá fazer, já que ele é conhecido como o "guardião dos segredos" no Congresso.