Acontece, nesta quarta-feira, 14, a sessão da comissão geral sobre a Violência contra a Mulher, na Câmara dos deputados, em Brasília. Presidida pela deputada federal, Maria do Rosário, do Partido dos Trabalhadores (PT) do Rio Grande do Sul, a discussão de propostas acabou terminando em "barraco", com muito bate-boca entre deputados no plenário. Uma militante criticou o parlamentar Jair Bolsonaro, do PSC do Rio de Janeiro, dizendo que esse faria apologia ao estupro. A mulher, identificada como Ana Cláudia Macedo, ainda criticou os demais políticos, que, para ela, estariam fazendo a defesa de alguém que não merece, ao impedirem que ele perca o mandato.

Publicidade
Publicidade

Ana defendeu a cassação do mandato de Bolsonaro, o que o fez perder a paciência. 

A partir daí, começou uma grande gritaria. De um lado, alguns gritavam o nome do deputado. Do outro, que ele seria "fascista". A sessão, que conta com a presença de movimentos sociais que dizem defender os direitos das mulheres, teve então a irritação de Jair, que decidiu correr e ir até à mesa, partindo para cima de Maria do Rosário. A deputada petista sequer olhou para o rosto do político, enquanto ele e o filho, Eduardo, também do PSC, pediam direito de resposta. Com o dedo em riste, ele pedia atenção, enquanto outros políticos tentavam segurá-lo.

De acordo com informações do jornal carioca 'O Globo', o objetivo de Bolsonaro era conseguir direito de resposta, já que o nome dele foi citado pela militante que havia falado segundos antes da confusão.

Publicidade

Até o fechamento desta matéria, ele não havia conseguido o recurso, mas a sessão continuava, mesmo tumultuada. A história entre Jair e Maria do Rosário é longa. Ela o acusa de promover a apologia ao estupro, tudo porque após uma sessão na Câmara, que havia sido muito tensa, ele disse para a petista que ela "não merecia" ser estuprada. 

O caso até hoje está no conselho de ética da Câmara, que se soma também ao fato de em abril, Bolsonaro ter feito uma alusão ao Coronel Brilhante Ustra durante a sessão sobre o prosseguimento do impeachment de Dilma. Ustra teria torturado a ex-presidente.  #Jair Bolsonaro