A advogada de acusação do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, Janaina Paschoal, usou as redes sociais para pedir "pelo amor de Deus" ajuda do povo e do Senado Federal para que os processos que estão sendo impetrados no Supremo Tribunal Federal contra a votação do impedimento sejam retirados da mais alta corte do país. De acordo com a jurista, o impeachment pode estar perdido, caso o STF decida fazer uma nova votação. Os dois lados do Senado entraram com processos na corte. Um deles diz que é irregular o fato do pleito ter dividido a deposição e a votação pela perda dos direitos políticos. Neste segundo caso, Rousseff venceu e pode entrar ou se candidatar a qualquer cargo público. 

Janaína diz que essa questão é menor e que pode prejudicar todo o processo histórico sagrado no dia 31 de agosto.

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As alegações da advogada, conhecida pelo seu jeito explosivo e emotivo, foram feitas nas redes sociais: “Eu peço, pelo amor de Deus, que quem já impugnou o julgamento do Senado, desista das medidas interpostas. Eu peço, pelo amor de Deus, que os partidos que ainda não impugnaram, não interponham nenhum tipo de medida” disse ela. 

Quem também quer que haja uma nova votação é Dilma. O advogado dela, José Eduardo Cardozo, entrou com um mandato de segurança no Supremo solicitando que um novo pleito seja realizado. Ele quer que os Senadores se atenham a nova lei que regulamenta o crime de responsabilidade fiscal. Nesta sexta-feira, 02, o Diário Oficial da União publicou uma mudança na lei que basicamente permite que as pedaladas fiscais deixem de ser crime. Agora o presidente Michel Temer, do PMDB, poderá fazer mudanças no orçamento sem consultar ou ter a aprovação do Senado Federal.

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Defesa fez coro polêmico 

A defesa de Dilma sempre argumentou que os decretos de mudança orçamentária também foram assinados por governos anteriores, mas que nem por isso eles foram julgados. Cardozo citou nomes como ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Fernando Henrique Cardoso.  #Janaína Paschoal