Naquele que pode vir a ser o mais novo escândalo no curto período de tempo em que o governo de Michel Temer e sua trupe estão no poder no Planalto Central, o conhecido repórter Lauro Jardim, que é colunista do jornal O Globo, veiculou com todas as letras que o atual ministro da pasta da #Saúde, Ricardo Barros, pertencente ao PP - Partido Progressista, estaria pessoalmente “ensinando” como os representantes de alguns laboratórios farmacêuticos poderiam negociar especialmente com os deputados federais os seus pleitos junto ao próprio Ministério da Saúde. Entre os nomes que estão participando desses diálogos, os quais Lauro Jardim chama de no mínimo “conversas estranhas”, há inclusive alguns investigados na Operação Lava Jato.

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Por outro lado, o ministro Ricardo Barros, que parece ter o dom de se envolver em situações e falas realmente “estranhas”, fez pronunciamento em nota afirmando que não dá a possibilidade de que outros interlocutores, que não ele, de dialogar ou negociar com terceiros, e que assim ele já conseguiu economizar o montante de R$ 1 bilhão na aquisição de fármacos.

Conforme revelado por Lauro Jardim, uma dessas "conversas estranhas" na pasta da Saúde entre os enviados dos laboratórios farmacêuticos e deputados do partido foi protagonizada por Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que não é ninguém mais ninguém menos do que o ex-ministro das Cidades, investigado na mesma Operação Lava Jato.

Já o político Ricardo Barros por sua vez, através de nota oficial conforme anteriormente citado, disse em português enfático, que ele está longe de delegar interlocução a outras pessoas.

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Para três entidades representativas específicas dos laboratórios farmacêuticos que atuam no país, Barros foi ao ponto em reunião, declarando o seguinte: "vocês sabem tudo que compramos, de quem e por quanto. Tudo está no Diário Oficial da União. Quem puder vender por menos que se apresente".

Como já é de costume, em situações como essa, em que há denúncia de fraude e desvio do dinheiro público por meio de ações comerciais ilícitas, ninguém assumiu a culpa ou mesmo disse haver algo de errado. O ilibado Ricardo Barros, sendo assim, só fez convocar a Polícia Federal, Procuradoria Geral da República e Rodrigo Janot, que é o procurador geral da República do momento, a fim de que todas essas instituições e pessoas que as representam, possam auxiliar na eliminação definitiva das relações comerciais tortuosas, que possam vir a existir na área da saúde e ainda, também, nas aquisições que se referem a compras de órteses e próteses para os pacientes do SUS - Sistema Único de Saúde. A pergunta que resta é: a que ponto o país chegou?! #Crise no Brasil #Crise-de-governo