Um grupo de juristas ligados ao Partido dos Trabalhadores (PT) apresentou, nesta terça-feira, 13, um pedido de impeachment contra o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. A ação é vista como uma represália por Gilmar constantemente fazer declarações contra o PT e membros da legenda, como o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva. No mês passado, nomes petistas assinaram um documento questionando a isenção de Mendes e o chamando de legítimo representante da "direita brasileira". A reclamação veio à tona durante a fase final do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, deposta no dia 31 de agosto, após ter 61 votos contrários a ela e apenas 20 a favor no Senado Federal. 

O grupo de juristas diz que o Ministro está adotando, como conduta, um comportamento partidário e que mostraria algum interesse para ajudar o PSDB, enquanto, em contrapartida, teria a intenção de prejudicar o PT e seus filiados.

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A ação cita supostas punições que Gilmar estaria querendo dar aos ex-presidentes Dilma e Lula, além da antipatia notória do Ministro por esses nomes. Os advogados revelam que o representante da mais alta corte do país provocaria ofensas à Constituição brasileira e, que a sua falta de imparcialidade chegava até a antecipar seus votos de julgamentos importantes para jornalistas. 

Para os juristas, Gilmar não tem seguido o código de ética da sua função e estaria usando o cargo para os próprios interesses. O pedido de impeachment contra Mendes foi protocolado no Senado Federal e agora ficará sob análise do presidente da casa, Renan Calheiros, do PMDB. Para analistas, é quase impossível que Renan dê atenção para a reclamação, especialmente em um momento de transição do governo, onde Dilma e o PT chamam o processo de impedimento de "golpe parlamentar" e estão com inúmeras ações no Supremo.

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Um impeachment de um dos Ministros da casa significaria que está poderia estar sob suspeita e qualquer decisão dada por ela também.  #gilmar mendes