A ex-presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), pode ter que prestar contas com a Justiça americana. Isso porque com a deposição consagrada na semana passada no Senado Federal, a petista deixou de ter foro privilegiado na justiça comum brasileira, além de não causar nenhum problema diplomático entre os Estados Unidos e o Brasil, situação vista com uma barreira para iniciar um processo. O motivo que tanto irrita o Departamento de Justiça Americano é a compra da refinaria de Pasadena, que depois os brasileiros ficaram sabendo ter sido um péssimo negócio para a maior estatal do país, a Petrobras. 

De acordo com fontes do blog político 'O Antagonista' em matéria publicada neste sábado, 03, autoridades americanas estavam poupando Dilma apenas para evitar um conflito diplomático.

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Com o fim dos obstáculos, isso deve mudar e pode complicar a vida da companheira política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na época da compra da refinaria de Pasadena, Dilma era a chefona do Conselho de Administração da Petrobras. Passou por sua mão, a decisão de fechar o negócio. Mesmo sendo alertada que a refinaria poderia não valer tanto, estranhamente, Rousseff aceitou fazer a empreitada. 

A ideia do governo americano seria investigar Dilma e ex-funcionários da Petrobrás. Há indícios de que ela e o grupo da estatal violou a legislação do país hoje governado por Barack Obama. Entre os crimes que podem ter sido cometidos no exterior, estão a prática de corrupção no exterior. Caso comprovadas, as infrações podem gerar sansões penais e cíveis.

Os problemas jurídicos da petista continuam também em outra investigação que envolve a Petrobras, a Lava Jato.

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Com a deposição, Dilma pode ser investigada, por exemplo, pelo juiz federal Sérgio Moro. Na conta dele, já estão outros nomes conhecidos de Rousseff, como o de Lula. Graças à Justiça do Distrito Federal, ele foi enquadrado como réu da Operação. O ex-líder sindical é acusado de ter tentado atrapalhar o trabalho da Polícia Federal.  #PT #Dilma Rousseff