Essa semana faz mais movimentada do que o comum no mundo da política. Nesta quarta-feira, 31 de agosto, o Senado Federal votou pela deposição da ex-presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT). Antes da  votação, a Senadora Kátia Abreu fez uma defesa da colega petista, dizendo que ela poderia passar necessidades, caso o Senado votasse para ela ficar inelegível. Segundo as contas da Congressista, por conta da idade e do tempo em que ficou no poder, Dilma receberia uma aposentadoria proporcional, o que a faria receber cerca de R$ 5 mil.

Aos 68 anos de idade, Dilma precisaria continuar trabalhando, pois segundo a Senadora, ela não teria condições de se manter.

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Kátia chegou a citar o presidente Michel Temer, do PMDB, dizendo que ele é constitucionalista e que a constituição poderia fazer com que os colegas votassem separadamente a deposição e a questão da inelegibilidade, o que acabou acontecendo. Com 61 votos, a companheira do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi deposta. No entanto, a votação pela perda dos direitos políticos teve apenas 42 votos contrários a petista, menor do que o mínimo, de 54 votos, para que ela ficasse sem os direitos políticos por oito anos.

Essa questão tem gerado muita divergência entre os Congressistas e também entre advogados. Para a advogada de acusação de Dilma, a professora de direito da Universidade de São Paulo (USP), Janaína Paschoal, os inúmeros processos no Supremo Tribunal Federal (STF) poderia fazer com que houvesse uma reversão do processo de impeachment, dependendo da análise da corte, podendo fazer até que Dilma voltasse ao poder.

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No Twitter, Janaína pediu pelo amor de Deus que os Senadores voltassem atrás e não pedissem isso.

Sobre a questão da sobrevivência, mesmo recebendo R$ 5 mil por mês e tendo direito a seis funcionários, Rousseff se dividirá entre o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro, onde a mãe dela tem uma residência. 

Veja o vídeo em que a Senadora Kátia Abreu, do PMDB, diz que Dilma passará necessidades:

#PT #Dilma Rousseff